sábado, dezembro 30, 2006

Claudenice souza Ferreira

Como o ser humano aprende?

Ao longo do processo de desenvolvimento da humanidade, sempre se questionou como o ser humano aprende? Ele já nasce com o conhecimento pré-formado? Ou adquire com a interação com o meio? Para tentar responder a estes questionamentos existem muitas teorias que explicam usando diversos argumentos o processo de aprendizagem.
Segundo John Locke, defensor da corrente Empirista, o ser humano é uma tábula-rasa, ou seja, a criança nasce com a mente como uma tela em branco, e o conhecimento se dará de fora para dentro, sendo o meio o transmissor de todo o conhecimento adquirido pelo homem.
Para os racionalistas o conhecimento é pré-formado, ou seja, ao nascer o indivíduo já apresenta virtualmente as estruturas do conhecimento.E a partir das percepções sensoriais e da organização dos estímulos ambientais o ser humano adquire a maturidade que regulará a aprendizagem.
No construtivismo, o conhecimento faz parte de um processo interno pessoal, más é necessário a interação e a mediação externa com outros sujeitos, e como se diz: “é errando que se aprende”, no processo de aprendizagem o erro é importante para que se construa o conhecimento.
Vigostsky, com o interacionismo sócio-histórico diz que é a partir dessa interação que as funções mentais superiores são apresentadas e se restabelecem no indivíduo, a partir de uma transformação interpessoal para o intrapessoal.Assim o conhecimento é o resultado de práticas sociais desenvolvido no processo histórico da sociedade.
Sendo assim, há muitas respostas para este questionamento, e por isso se torna difícil apontar uma como sendo a verdadeira.Talvez assim seja necessária a soma das partes para que se entenda o todo.

Referências Bibliográficas

BECKER.Fernando.A epistemologia do professor: o cotidiano da escola/ Fernando Becker. – Petrópolis, RJ: Vozes, 1993.

quarta-feira, dezembro 27, 2006

Hei de aprender


'' Hei de aprender a lidar com as pessoas só lhes dar coisas boas só cantar o que soa bonito Hei de aprender a ser bem paciente ser também tolerante, um homem benevolente e bendito Hei de Aprender a escutar quando fôr prá escutar a falar quando fôr prá falar a esperar meu momento chegar Hei de aprendera enxergar neste mundo o lado bom e profundo que é um achado fecundo e infinito" ( Guillherme Arantes)

interaçao


segundo Maturana e Varella, conhecimento, seria a conduta adequada num contexto estabelecido, as repostas aos estímulos externos descritas por um observador.Toda conduta observada pode ser um ato cognitivo. "Todo conhecer é uma ação da parte daquele que conhece" Cognição é a ação efetiva, é o processo de acoplamento estrutural no qual faz emergir as interações com o mundo interno e externo.Através da cognição é possível acompanhar as mudanças externas e estruturais visando manter e conservar sua organização viva.O que nós observadores entendemos por conhecimento é o que consideramos como ações (comportamentos, pensamentos, reflexões...) adequadas naquele contexto, domínio. E validadas de acordo com o nosso critério de aceitabilidade. O processo de cognição consiste na criação de um campo de comportamentos através da conduta dentro do seu domínio de interações. O processo cognitivo humano difere dos outros seres devido ao tipo de interações que fazemos (linguagem, etc...)

cremilda


Como o ser humano aprende?

As perspectivas de aprendizagem numa visão epistemológica de educação se resumem segundo os paradigmas pré – modernos, modernos e pós – modernos. Dentro destas perspectivas foram desenvolvidas teorias do conhecimento destacando – se o empirismo, o racionalismo, o construtivismo e, hoje, final do século XX e início do século XXI, estudiosos e pesquisadores pós – modernos, através da teoria do caos, buscam desenvolver uma nova corrente ou novo paradigma educativo: o conexionismo – ou seja, o conhecimento em rede.
Segundo a professora Emanuela Dourado, na sua monografia apresentada à UNEB, 2004, se confirmam, basicamente na história, três respostas para a questão supra mencionada – isto através de métodos empíricos, racionalistas e construtivistas.
O conexionismo é a grande discussão em processo na atualidade, quando hoje a tecnologia oferece avanços e conquistas que já ultrapassam os paradigmas anteriores: Pré – modernos e modernos.
Como seriam aplicados os métodos já utilizados em educação? O empirismo que significa experiência, vivência, considera o sujeito quando nasce uma “tabula rasa”, pois a fonte do conhecimento é exterior ao próprio sujeito. Quanto ao racionalismo, o conhecimento é resultado da razão, do pensamento, pois a maturidade do sujeito é que regula as aprendizagens. O conhecimento é inato sendo os órgãos dos sentidos que captam as informações. Já no construtivismo, o sujeito constrói seu próprio conhecimento com outros sujeitos e objetos do conhecimento. Mas para que ocorra a aprendizagem é necessário que haja interação social com a presença humana do erro construtivo, reconhecendo e valorizando o ensino e a aprendizagem. Essa concepção teórica supera tanto o empirismo como o racionalismo. Nela, o conhecimento é resultado da razão e experiência, dando umas construções contínuas, entremeadas pela invenção e pela descoberta.
“A prática ganha vida coletiva real, como nos outros setores sociais. Com problemas, desencontros, conflitos, alegrias, realizações, tensões, etc. E dessa maneira é que se tornam possíveis às aprendizagens necessárias para o progresso da vida coletiva em sociedade – sem subterfúgios, sem pretextos, sem simulações”. (Emanuela Dourado – 2004 –p.44)

Aprofundemos – nos na história dos paradigmas já existentes.
A visão pré – moderna, representa o antigo ideal grego de ordem equilibrada, simétrica, intencional. Um ideal de universo centrado na Terra. Um período de quase dois mil anos. O paradigma sofreu várias influências e modificações – helênicas, romanas, judaicas – cristãs, árabes, pagãs, góticas. E nos séculos XV e XVI os padrões dominantes na Astronomia, nos ideais cavalheirescos, na Matemática, Metafísica, Poesia e Ciência eram os gregos, especialmente nas formas neoplatônicas e neo – aristotelianas adotadas pelo Renascimento. Assim, a Filosofia e a Ciência de Platão e Aristóteles constituíam os fundamentos contra os quais a Ciência Moderna lutava ao desenvolver seu próprio paradigma. Este se concretizou nos trabalhos de Descartes e Newton, que, como Platão e Aristóteles representam os ramos racionalistas e empiricistas do paradigma.
O paradigma modernista – a mecânica de Newton - de sistema fechado, é agora a visão contemporânea contra a qual o pós – modernismo está lutando na medida em que desenvolve seu próprio paradigma. No início do Modernismo, durante os séculos XV e XVI, esta Cosmologia chegou ao fim (da visão Pré – Moderna); ela foi lentamente substituída por uma nova cosmologia matemática e mecanicista – uma cosmologia científica – iniciada por homens como Nicolaus Copérnicus, Tycho Brahe, Johann Kepler e Galileu Galilei. Iniciando no final do século XVI, Newton desenvolveu completamente esta nova cosmologia, muito bem expressa em seu Philosophia Naturalis Principia Mathematica (1729/1962). Entre esses “princípios”, destacava – se o da gravidade, que determinava tanto a órbita dos planetas em torno do sol quanto à queda de uma maçã no chão. Este princípio aplicava a todo o universo, uniformemente – conforme Newton e seus predecessores e seguidores esperavam. Em certo nível este paradigma moderno representava uma visão aberta, não uma visão fechada. O progresso, o aperfeiçoamento e a contínua melhora material das vidas de todas as pessoas eram vistos – nas visões do Iluminismo e Industrial – como objetivos alcançáveis. Os veículos para atingir estes objetivos eram a metodologia de Descartes e os princípios de Newton, particularmente seu senso de ordem simples. Mas num nível mais profundo, esta era uma visão fechada. A metodologia de Descartes da “razão correta” era tão certa e dogmática quanto à metodologia escolástica que ele substituiu, e a Ciência Mecanicista de Newton baseava – se numa ordem cosmológica, estável, uniforme.
Albert Einstein – o último grande newtoniano, pelo menos temperamentalmente – expressou sua opinião de
que não existe nenhum caráter aleatório no universo, metaforicamente: “Deus não joga dados” (Heisenberg, 1972, páginas 80 –81). Numa estrutura temporal intelectual, Copérnico e Einstein representam os limites extremos do paradigma moderno, com Descartes e Newton como as medianas. Mas, evidentemente, como acontece com qualquer extremo, Copérnico e Einstein também representam as pontes entre os paradigmas – um com o pré – moderno, o outro com o pós – moderno.
O paradigma pós – moderno, uma visão aberta, de sistemas abertos, pressupostos na fórmula de Einstein E=mc2, trocam tanto energia quanto matéria. O ponto essencial, tanto metafórico em termos educacionais, quanto factualmente em termos dos próprios sistemas, é que os sistemas isolados não trocam nada, sendo no melhor dos casos cíclicos; os sistemas fechados transmitem e transferem; os sistemas abertos modificam. A visão intelectual dos sistemas abertos baseia – se não na certeza positivista e sim na dúvida pragmática, e também na experiência humana e na história local. Nós somos responsáveis por nosso futuro e pelo futuro dos outros. Neste sentido adotar uma visão aberta provavelmente nos trará uma perspectiva e cosmologia ecológica. É um processo transformativo e nos fornece uma estrutura (de processo) por meio das quais essas afirmações podem ser estudadas, compartilhadas, criticadas, modificadas.
O currículo numa perspectiva pós-moderna, de acordo com William E. Doll Jr. é um processo no qual o papel do professor não é casual, mas transformacional. O propósito da educação, planejamento e avaliação são flexíveis e focados nos processos, não no produto. Todavia para que aconteça a realização prática esse novo currículo, será necessário que os profissionais de educação desenvolvam uma estrutura diferente, mais interativa e transformativa. O processo depende da ação, interação e transformação, reflexivos pontos cruciais na teorização curricular de Piaget, Jerome e John Dewey.
O modelo biológico de desenvolvimento e o papel que o processo de - assimilação, acomodação e equilibração – desempenham nele são de grande importância para Piaget, especialmente na formação e transformação das estruturas. Transpondo este modelo para as estruturas cognitivas, Piaget propõe um modelo de equilíbrio – desequilíbrio e reequilíbrio para o desenvolvimento individual. O desequilíbrio é motor de evolução. Ao tentar superá – lo o aluno se reorganiza com um “insight” mais elevado do que o previamente atingido. Toda reorganização ou transformação é “sempre uma reconstrução interna (endógena) de dados externos (exógenos)”. (em Bringuier, 1980 p. 114). O genoma no tempo certo responde a essas pressões externas. Os genes têm a sua estratégia. Analogamente os aprendizes também. Piaget vai mais profundo, na reestruturação intelectual, como o matemático Dieudone fez: transformou o mundo das coisas físicas no mundo das coisas lógicas e abstratas. Para Piaget isto foi um crescimento intelectual e um desenvolvimento pessoal.
E assim prossegue a Teoria do Caos. Uma teoria dos sistemas dinâmicos, complexos e abertos. A teoria do caos é uma teoria matemática. A matemática da complexidade. E uma das características mais importantes dos grandes cientistas e artistas, também é a sua independência intelectual. É essa genialidade que faz esses indivíduos encontrar novas e inesperadas conexões e a coragem de confrontar com as antigas idéias. Sempre que surgem novas idéias em física, surge em cosmologia, como também em matemática. À medida que a compreensão a nossa volta se transforma, a nossa concepção do Universo como um todo também se transforma. Para que possamos compreender os nossos modelos de Universo (ou educação), examinemos algumas idéias revolucionárias do século XX. Relativisar o mundo microscópico e o mundo macroscópico, percebendo em razão, experiência e sócio – interação, a conexão dos sistemas vivos como redes auto – organizadoras, cujos componentes estão todos interligados, são interdependentes e existem ao longo de toda a história da filosofia e ciência.Teorias formuladas muito recentemente, quando novas ferramentas matemáticas se tornaram disponíveis. É a Teoria do Caos, ou Teoria dos Fractais (fragmentos ou formas irregulares), importantes ramos das teorias dos sistemas dinâmicos.
A nova matemática é uma matemática de relações e de padrões. É mais qualitativa do que quantitativa: relações, qualidade e padrão. Tudo isso materializado principalmente no computador. Pois, estes de alta velocidade dominam a complexidade. Os matemáticos agora são capazes de resolver equações complexas que antes eram consideradas insolúveis. Assim, com os novos padrões qualitativos de comportamento desses complexos sistemas, surge um novo nível de ordem subjacente ao caos aparente.
Concluímos nosso texto dando também vital relevância a Nilson José Machado em seu livro Epistemologia e Didática – As concepções de conhecimento e inteligência e a prática docente, quando afirma - se e confirma - se: “Conhecimento como rede: a metáfora como paradigma e como processo” na aquisição de novas formas de conhecimento e aprendizagens.
Enfim: “Os significados constituem feixes de relações”.






REFERÊNCIAS:




DOURADO, Emanuela O.C. Ampliando o Olhar – as dinâmicas e as teorias do conhecimento. In _____.As dinâmicas de grupo e a formação dos professores. Monografia apresentada à UNEB, 2004. (não publicada). p. 35-44.

DOLL. Jr. Willian E. Currículo: Uma perspectiva pós – moderna / Willian E. Doll Jr.; Trad. Maria Adriana Veríssimo Veronese. – Porto Alegre: Artes Médicas, 1977.

DOLL. Jr. Willian E. Currículo: Uma perspectiva pós – moderna / Willian E. Doll Jr.; Trad. Maria Adriana Veríssimo Veronese. – Porto Alegre: Artes Médicas, 1977. (Síntese do trabalho da equipe de Esiovan, Albaneide e Cristiane).

BECKER. Fernando. A epistemologia do professor: O cotidiano da escola / Fernando Becker. – Petrópolis, RJ: Vozes, 1993.

MACHADO. Nilson José, 1947 – Epistemologia e Didática: as concepções de conhecimento e inteligência e a prática docente / Nilson José Machado – 6ª. ed. – São Paulo: Cortez, 2005.

CAPRA. Fritjof, Uma nova compreensão científica dos Sistemas Vivos – A Teia da Vida –

Lúcia Mirte Rodrigues de Almeida Lima

Como o ser humano aprende?

O ser humano é um eterno aprendiz, desde seu nascimento até a sua morte, ele não se torna completo, está sempre em construção. Ele passa por diversas fases e experiências na vida que somam ao seu aprendizado, quer sejam vividas ou imaginadas. Tais conhecimentos são adquiridos das mais diversas formas, seja experimentando, observando, questionando, visualizando, ouvindo, vivenciando ou imitando, todas ao mesmo tempo, pois, o aprendizado ocorre de forma pluralizada, ou seja, sob várias perspectivas filosóficas e sociais.
Especialmente, o ser humano caracteriza-se por ser um ser social, a maior parte de seu aprendizado não acontece num ambiente formal, adquire-se conhecimento, portanto, da convivência com outros e tudo ao seu redor.
Partindo do pressuposto metafórico de que a mente é como a “Caixa Preta” do corpo humano onde são armazenadas as mais relevantes informações para sua vida, podemos imaginar sob a perspectiva de que todo conhecimento provém da experimentação, da comprovação e do sentido e, portanto, que o ser humano aprende armazenando informações adquiridas ao longo da vida, ou seja, ele nasce vazio e vai sendo moldado à medida que passa pelas etapas desse processo.
De observador que estabelece relações entre imagens que ele constrói do mundo e da própria realidade, o homem é aquele que vive as experiências de um mundo de limitações, toma conhecimento delas e constrói conhecimentos que nada mais são do que correlações entre essas experiências.
Racionalmente falando, todo conhecimento humano “germina” num dado momento de sua vida, teoricamente ele já nasce com o homem, pré-determina sua trajetória sendo despertadas habilidades e competências pré-definidas, desenvolve certo grau de conhecimento sobre determinadas coisas a partir do estímulo à sua “fonte de conhecimentos”; a criança é incentivada a desenvolver seu “espírito” cognitivo, o aprender a aprender. Nesta perspectiva, o professor é um mero facilitador e mediador do conhecimento, ele permite que o aluno aprenda livremente, apenas acompanha seu desenvolvimento e estimula sua criticidade no sentido de promover mudanças.
Por outro lado, sob a perspectiva construtivista, o conhecimento não tem o objetivo de descrever uma realidade objetiva, ou seja, como ela seria em si mesma, mas, dar sentido às experiências que o homem realiza num mundo de limitações que chamamos de realidade. Aprendemos quando somos capazes de elaborar uma representação pessoal sobre um objeto da realidade ou conteúdo que pretendemos aprender.
Em suma, o ser humano aprende em todos os lugares, em todos os momentos de sua vida e sob todas as perspectivas conhecidas, não podemos afirmar, confirmar ou negar nenhuma teoria estudada e/ou aplicada, o processo de aprendizagem será infinitamente pesquisado na tentativa de se encontrar respostas que possam nortear nosso conhecimento acerca de como funciona a mente humana, como e quando se dá o aprendizado?



ADRIANA FERREIRA DA SILVA


COMO O SER HUMANO APRENDE



Os vários fatores que contribuem para a formação do homem,evidencia a complexidade do aprendizado do ser humano.A realidade social,a cultura e a família influenciam diretamente neste processo.
Na teoria da psicanálise a criança ao nascer ela não dissocia o seu do mundo que a rodeia,o aprendizado inicia quando se depara com esse novo mundo fora do útero materno.A primeira fase, a fase oral, mesmo que a criança aja por instinto esta fase e relevante para a sua formação intelectual e formação posterior.
Dando-se a relatividade das respostas para o questionamento,como o ser humano aprende ?O homem dentro dos seus limites procura desvendar esse processo ,pelo qual toda pessoa passa.E imprescindível ressaltar que o meio contribui positivamente ou negativamente .
O aprender não se restringe somente a passar conteúdos ,tem objetivo ensinar o sujeito aprender a aprender,o educador Paulo Freire já dizia que o educador educa e se educa simultaneamente,o educador-educando tanto ensina como aprende,como o aprender não se limita a um determinado tempo,por que durante toda a sua vida o ser humano aprende.
Fernando Becker em seu livro A epistimologia do professor (o cotidiano da escola),cita uma afirmação de Piaget “Na realidade, a educação constitui um todo indissociável ,e não se pode formar personalidades autônomas no domínio moral se por outro lado o indivíduo é submetido a um constrangimento de tal ordem que tenha de se limitar a aprender por imposição ,sem descobrir por si mesmo a verdade :se é passivo intelectualmente não conseguiria ser livre moralmente”(Piaget1974 p.69)
Tradicionalmente colocando o professor como único detentor do conhecimento ,afirma ser o aluno despossuído de conhecimento,uma tabula rasa como tachado pelo empirismo,negando todo seu conhecimento anterior.Essa passividade do aluno resulta em um déficit no aprendizado,impossibilitando o sujeito de fazer uma reflexão crítica autoriza a sua sociedade a lhe impor regras e a ter uma visão tendenciosa da realidade.
Deve-se respeitar o tempo de aprender de cada criança ,levando em consideração o meio social em ela vive ,os valores morais e éticos que a família estabelece, a religião a que pertence.
Aprende-se em contato com outras pessoas visto que o ser humano é um ser social,aprende-se também através da exposição do conhecimento seja através da arte,musica,literatura ou conhecimentos passados através das gerações ,experiências enfim o aprender é naturalmente essencial para a vida do ser humano,e durante toda vida humana estaremos aprendo seja através de um grande filósofo ou de uma criança que mora no campo.

Esiovam Andrade dos Santos


Como o ser humano aprende?

“Estar vivo é assumir a educação do sonho cotidiano. Ensinar e aprender são movidos pelo desejo e pela paixão... é preciso educar o medo e a coragem. Medo e coragem em ousar.Medo e coragem em assumir a solidão de ser diferente. Medo e coragem em romper o velho.Medo e coragem em construir o novo... este é o drama de permanecer vivo... fazendo EDUCAÇÃO.”
(Madalena Freire)
Refletir sobre a problemática: “como o ser humano aprende?”, é um ofício um tanto complexo, principalmente quando se diz respeito a uma perspectiva pós moderna. Apesar disso, é incrível e espantoso vislumbrar o milagre da ilimitada aprendizagem humana, sua simplicidade individual e sua complexidade visualizada em forma de teia, que se propaga de forma interdependente, harmoniosa e interacionista.
Durante a idade pré-moderna e moderna, a aprendizagem fora concebida como um processo fragmentado, segundo sua forma newtoniana, mecanicista, sem visão de crescimento... porém, apesar desse ser um fator negativo para a ciência da aprendizagem, o fato é que o pós-modernismo melhorou essa visão limitada, concluindo que é a interação que constitui a essência do crescimento. E assim, percebeu-se que no processo ensino-aprendizagem, um procede e causa o outro, ou seja, à medida que se ensina, muito mais se aprende e ao aprender acaba-se ensinando, pois cada ser em si possui o dom de desenvolver sua aprendizagem através do ouvir, do falar, do sentir, da interação com o meio e por que não dizer, da ação interdisciplinar vislumbrada num currículo biológico, vivo e sistêmico, que proporciona ao homem um crescimento transformativo, de final aberto, ao longo do tempo.
Diferentemente da visão física, essa relação biológica, sistêmica e organizada, permite que mesmo que alguns setores do ser apresentem danificações, o próprio sistema se encarrega de fazer novas conexões, readaptações, com o fim de que o indivíduo garanta sua continuidade unitária de padrão. Outrossim, percebe-se aqui que não há verdades encerradas em si como absolutas, pois o homem é um ser em constante mudança e por que não dizer, apesar de não se poder mudar o futuro, o fato de se aprender com ele, produz nesse processo ordenamentos hierárquicos, funcionamentos integrados e complementares, bem como o reconhecimento de padrões. Mas essa complexidade ainda se respalda no conceito biológico de emergência, na teoria de hierarquia, onde os sistemas abertos necessitam de problema e perturbação para funcionarem, fatores esses que se tornam tão grandes, que às vezes precisam se reorganizarem, gerarem propriedades emergentes, no novo contexto de uma série mais ampla. E, nesse sentido, faz-se necessário um replanejamento, para que o problema se reflita numa ação pedagógica que fortaleça as experiências posteriores.
Apesar de toda essa complexidade no processo de aprendizagem, torna-se evidente que a mesma depende da ação, interação e transformação reflexivas, pontos cruciais do desenvolvimento humano, buscando-se nos fatos passados pressupostos, que melhorados, reflitam na consolidação de um mundo melhor, mais “humano”, que evidencie um ser superior, diferente entre si, mas intimamente harmônico em suas relações...

Referências Bibliográficas:
Doll Jr., William E.– Currículo: uma perspectiva pós-moderna /William E. Doll Jr.,; trad. Maria Adriana Veríssimo Veronese. – Porto Alegre: Artes Médicas, 1997. Artmed Editora S.A.


sábado, dezembro 23, 2006

Warlen targino

Como o ser humano aprende?

O homem vive em constante processo de aprendizagem. E todo o conhecimento adquirido e armazenado em seu cérebro se dá de diversas maneiras. Para explicar essa evolução do homem surgem teorias ou correntes, como o empirismo, o racionalismo, o interacionismo e o conexionismo, que, de ângulos e com olhares diferentes, tentam esclarecer a arte da aprendizagem humana.
Os estudos das bases comportamentistas ou empiristas, diz que todo o conhecimento é o resultado das nossas experiências ocorridas através dos cincos sentidos e vêem as percepções do homem como simples “associação de sentimentos”. Diz também que o ambiente é fator determinante na aprendizagem e no desenvolvimento humano, afirmando assim, que o homem nasce tabula rasa e que o conhecimento vem de fora para dentro.
Já o pensamento racionalista vai de encontro com o empirista. Ele não vê o conhecimento como algo que vem de fora, e sim, que já nasce com o sujeito, considerando-o inato. Nesta teoria o conhecimento vai se aprimorando com a maturidade do individuo por meio dos sentidos.
A corrente teórico-filosófica interacionista, por sua vez, diz que o conhecimento também vem de dentro e acrescenta a necessidade da interação com outros sujeitos e objetos, “Não existe conhecimento pré-formado, nem o conhecimento é fruto exclusivo da acumulação de experiências; e sim, o resultado de interação entre sujeito e objeto” (PIAGET).
Por fim, o conexionismo nos mostra, em uma visão bastante contemporânea, que a aprendizagem humana se dá através da interação entre relações, e não se limita à relação do sujeito com outros sujeitos e com o meio em que vive, sedo o processo de aprendizagem infinito, sem inicio nem fim pré-estabelecidos.

Warlen Targino

Marielza Queiroz

Como o sr humano aprende? Nas seguintes perspectivas:

Empirismo é a teoria que afirma que o desenvolvimento intelectual é determinado pelo meio ambiente, ou seja, pela força do meio e não depende do sujeito, é de fora para dentro. O homem não nasce inteligente ele é submetido a estímulos externos que desencadeiam reações que são assimiladas ou não. O desenvolvimento estaria nestes estímulos não no se humano.
Racionalismo é a teoria que afirma que o desenvolvimento intelectual é determinado pelo sujeito e não pelo meio, ou seja, de dentro para fora. Afirma que o indivíduo nasce inteligente e com o passar do tempo reorganiza a inteligência pelas percepções do meio ambiente. A capacidade de cada ser humano determina como ele percebe a realidade e isto independe de estímulos externos.
Construtivismo é a teoria que afirma que o desenvolvimento intelectual é determinado pela relação do sujeito com o meio. A teoria se baseia em que o ser humano não nasce inteligente, mas também não é totalmente da força do meio. Pelo contrário, interage com o meio ambiente respondendo aos estímulos externos, analisando, organizando, construindo seu conhecimento. A teoria divulga que a partir do erro é possível construir o conhecimento através de um processo contínuo de fazer e refazer.
Percebe-se que há uma preocupação para o homem a questão de como se dá o conhecimento e de como o sujeito aprende.
A corrente empiricista, ao procurar responder a questão argumenta que o homem, ao nascer, é uma folha em branco e que a fonte do conhecimento é o mundo exterior. O conhecimento é, portanto, adquirido através da experiência, logo, se o meio é de melhor qualidade o sujeito é mais inteligente.
A corrente racionalista, ao contrário, responde a questão a partir do pressuposto de que a fonte do conhecimento é a razão e que ela é inata, ou seja, que ela nasce com um sujeito e o que resta é a sua descoberta ou desenvolvimento.
Piaget, por sua vez, nega a forma absoluta como essas teorias explicam a questão do conhecimento. Ele considera a experiência física ou empírica, mas defende que a inteligência não depende só dela. Acredita na razão, mas não que ela seja inata.
Piaget aborda a inteligência como algo dinâmico, decorrente da construção de estruturas de conhecimento que à medida que vão sendo construído, vão se alojando no cérebro. A inteligência, portanto não aumenta por acréscimo e sim por reorganização.
Essa construção tem a sua base biológica mas vai se dando na medida em que ocorre interação, trocas recíprocas de ação com o objeto do conhecimento, onde a ação intelectual sobre esse objeto refere-se a retirar dele qualidades que a ação e a coordenação das ações dos sujeitos colocaram neles.
Os fatores de desenvolvimento para Piaget são:
Maturação biológica , a experiência com objetos, a transmissão social ( informação que o adulto passa à criança ), e a equilibração.
Este último ponto é o que equilibra uma nova descoberta com todo o conhecimento até então construído pelo sujeito. Os mecanismos de equilíbrio são: assimilação e acomodação.
Todas as idéias tendem a ser assimiladas às possibilidades de entendimento até então construídas pelo sujeito. Se ele já construiu as estruturas necessárias, à aprendizagem tem o significado real a que se propôs. Se ao contrário, ele não possui essas estruturas construídas, a assimilação é deformante, resultando no erro construtivo. Diante disso, havendo o desafio, o sujeito faz um esforço contrário ao da assimilação. Ele modifica suas hipóteses e concepções anteriores ajustando-as às experiências impostas pela novidade que não foi possível de assimilação. O que Piaget chama de acomodação que é onde o sujeito age no sentido de transformar-se em função das resistências imposta pelo objeto.
O equilíbrio, portanto, é fundamental para que haja a falha, a fim de que o sujeito sinta a necessidade de buscar o reequilíbrio.






REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS:
COLL, C. et al. O Construtivismo na sala de aula. São Paulo, S.P: Ática.
FERREIRO, E. Reflexões sobre alfabetização.
FLAVELL, J. A psicologia do desenvolvimento de Jean Piaget.
LIMA, L. Piaget para principiantes.




DAIANE MARQUES DOS SANTOS

Como o ser humano aprende?


A origem do saber é uma indagação que acompanha o ser humano há vários séculos. Para explicar essa origem, surgiram várias concepções diferentes tentando explicar esse grande enigma.
Na concepção racionalista, o saber é resultado da aptidão interior do educando, ou seja, ele já trás dentro de si, uma capacidade inata para aprender, ou para não aprender. Porém, a maturação biológica também é um fator importante na aprendizagem, sendo que há a necessidade de certas habilidades provenientes dessa maturação, para a absorção de certos conteúdos. Nessa concepção, o professor tem a função de organizar o repertório de conhecimentos do aluno, levando em consideração sua faixa etária.
A concepção empirista contraria a racionalista. Afirma que a aprendizagem humana ocorre de fora para dentro, ou seja, o conhecimento é algo externo ao indivíduo. Esse é considerado como uma “tabula rasa”, ou seja, ele está aberto para receber informações, e depositá-las dentro de si. A relação professor - aluno dessa concepção é dada como o professor sendo o detentor e transmissor de conhecimento, e o aluno como receptor passivo.
Na concepção interacionista, o saber é o resultado da relação entre o sujeito e o meio, ou seja, é através da interação com o mundo exterior que o aluno desenvolve a sua cognição, e constrói sua aprendizagem. Na vertente interacionista, o aluno é um ser ativo, que associa conhecimentos internos com os externos. Desse modo, vê-se que o aluno não somente aprende, como também deposita nesse meio no qual interagiu, seus próprios conhecimentos. O professor, nessa concepção, estimula o aluno, o provoca a rever suas hipóteses prévias, associá-las com o mundo, para dessa forma, construir conhecimentos.
Outra concepção, e a do conexionismo, que defende a idéia que a aprendizagem se dar a partir da atrelamento dos conhecimentos, é tida como uma infinita teia interligada por todos os lados. No conexionismo, o saber não é tido como algo solto, único e individual. Um saber é ligado a outro. O professor conexionista, trabalha com a interdisciplinaridade, com o objetivo de conectar todos os conhecimentos em uma rede, favorecendo, desse modo uma aprendizagem mais holística.

Referências:
CAPRA, F. A teia da vida: uma nova compreensão dos sistemas vivos. Editora Cultrix. São Paulo, 2004, 10 ed.
BECKER, F. A epistemologia do professor: o cotidiano da escola. Editora Petrópolis. Rio de Janeiro, 1996, 4ª ed.

REJANIA MARIA DE SOUZA

Como o ser humano aprende?

Esse questionamento vem ao longo do tempo estimulando as ciências da cognição. Utiliza-se de estudos e pesquisas relacionadas às atividades do homem, para tentar explicar através de conceitos e teorias, como o ser humano aprende. Como se constrói o conhecimento no individuo?

Em resposta a essas perguntas, quase todos os filósofos e cientistas dedicaram seu tempo à esta problemática. Desenvolveram para isso diversas tecnologias, associadas às teorias modernas de aprendizagens, que dão embasamento para entender melhor o modo como às pessoas aprendem, e quais as condições necessárias para essa aprendizagem de acordo com cada corrente teórico-filosófica abordada a seguir.

Para a teoria racionalista, a verdadeira e principal fonte de conhecimento é a razão, sendo os sentidos, apenas mero complemento para o conhecimento, pois este está sujeito a todo tipo de engano. O Racionalismo atribui exclusiva confiança na razão humana como instrumento capaz de conhecer a verdade. Somente a razão, quando está baseada em princípios lógicos, pode atingir o conhecimento verdadeiro.

Para esta teoria o pensamento, quando é bem conduzido, encontra primeiro em si mesmo os critérios que permitem estabelecer algo como verdadeiro. Ou seja, trata-se da “crença na autonomia do pensamento, a idéia de que a razão, bem dirigida, basta para encontrar a verdade, sem que precisemos confiar na tradição livresca e na autoridade dos dogmas.” (René Descartes).

O pensamento, nesta visão racionalista é a essência da natureza humana é, portanto “o ponto de partida para o conhecimento, e todas as coisas que concebemos pelo pensamento claro e distinto são verdadeiras” (Coutinho P. 19). Assim percebe-se que esta teoria rompe com as idéias medievais do conhecimento humano baseado na fé cristã e faz surgir um ser racional, tendo nos métodos racionalista o verdadeiro instrumento para a construção do conhecimento.

Na análise da teoria empirista, a forma como o conhecimento se desenvolve, parte do principio de que o conhecimento humano enraíza-se nos fatos e acontecimentos do mundo, e, portanto jamais pode atingir a verdade de forma absoluta e definitiva.
Assim, a idéia fundante nesta teoria sugere que o conhecimento, os pensamentos e as idéias são formados devido aos estímulos externos, ou seja, de fora para dentro, o sujeito se molda, e se aperfeiçoa na medida em que recebe subsídios para isto. É considerado como uma “tabula rasa”, onde sua mente vai se formando pelas sensações do que acontece a sua volta, não há idéias ou pensamento inatos a ele, estes são desenvolvidos pelas experiências vivenciadas e adquiridas ao longo do tempo, fortalecendo assim a idéia de que os objetos determinam o sujeito.

As questões acerca do conhecimento humano obtiveram grande contribuição com as teorias Interacionistas e construtivistas, tendo como principais precursores Vygotsky e Piaget.

Para estes pensadores a aprendizagem é vista como um fenômeno que se realiza na interação com o outro e com o objeto, por meio de uma troca saudável, onde diversos processos internos de desenvolvimento mental, somente se complementam quando os sujeitos se interagem em cooperação.
“É o processo pelo qual o individuo adquire informações, habilidades, atitudes, etc. a partir de seu contato com a realidade, o meio ambiente e as pessoas.” ( OLIVEIRA, p27.)

Segundo Vygotsky, para que o indivíduo se constitua como pessoa, é de fundamental importância que ele se insira num determinado ambiente cultural. As mudanças que ocorrem nele, ao longo de seu desenvolvimento, estão ligadas à interação dele com a cultura e com a história da sociedade da qual ele faz parte. Por isso, e de acordo com os
conceitos desenvolvidos por Vygotsky, o aprendizado envolve sempre a interação com outros indivíduos e a interferência direta ou indireta deles.

Na aprendizagem escolar, de acordo com esta teoria existem diversos elementos importantes, para que o desenvolvimento do sujeito ocorra com sucesso. O aluno, o professor a situação de aprendizagem, o ambiente devem ser levados em conta neste processo. Observando uma série de princípios pedagógicos, que contemple a diversidade de idéias e conceitos.

Neste processo, é de fundamental importância que se busque reconhecer a dinâmica envolvida nos atos de ensinar e aprender, partindo do reconhecimento da evolução cognitiva do homem, tentando explicar a relação que existe entre o conhecimento pré-existente do individuo e o novo conhecimento que está sendo transmitido. A aprendizagem não seria apenas relacionada com a inteligência e sim com a construção dos conhecimentos, provenientes da relação através da interação entre as outras pessoas e o meio em que vivem.

“Para que este aprendizado se desenvolva satisfatoriamente” não basta que os alunos se encontrem frente a conteúdos. Para aprender, é necessário que diante destes possam atualizar seus esquemas de conhecimento, compará-los com o que é novo, identificar semelhanças e diferenças e integrá-las em seus esquemas, comprovar que os resultados tem certa coerência”. ( Zaballa p. 37)

Desta forma é oferecido aos alunos possível oportunidades, para seu real desenvolvimento enquanto sujeitos pensantes e democráticos.

A dinâmica da vida, a velocidade e a forma como as informações são transmitidas para o individuo atualmente, serviram de inspiração para a origem de uma nova teoria do conhecimento, o conexionismo.

Essa nova modalidade de saber aparece aqui como a mais recente teoria do conhecimento, Lévy (1993) e tem por base a idéia do conhecimento como um sistema de redes. Aos quais as ciências contemporâneas classificam como um conjunto de procedimentos que determinam etapas importantes com relação à construção do conhecimento humano.

O processo de aprendizagem acontece quando os indivíduos se vêem diante de situações que representam contextos através dos quais é gerada uma interação com o ambiente a ser explorado obedecendo a certa linearidade, fundamental para o processo do conhecimento.

Diante da complexidade aparente do tema é de suma importância compreender o modo como às pessoas aprendem e as condições necessárias para a aprendizagem, bem como identificar o papel do professor/aluno nesse processo. Estas teorias são importantes porque possibilitam a estes (professor e aluno) condições para se desenvolverem e aperfeiçoar seus conhecimentos, atitudes e habilidades que lhes permitirão alcançar da melhor forma possível os objetivos de um aprendizado de qualidade.


BIBLIOGRAFIA:

COUTINHO, Maria Tereza Cunha; MOREIRA, Mercia. Psicologia da Educação: A construção do conhecimento psicológico. Belo Horizonte. Ed. Lê, 1997.

MACHADO, José Nilson. Epistemologia Didática: As concepções de conhecimento e inteligência e a prática docente. São Paulo. 6ª Ed. Cortez Editora. 2005.

OLIVEIRA, Marta Kohl de Oliveira. Vygotsky: Aprendizado e desenvolvimento: Um processo sócio-histórico. São Paulo: 4ª ed. scipione. 1998.

ZABALLA, Antoni. A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: artMed. 1998.

Sites:
MORAN, José Manuel. Mudar a forma de ensinar e de aprender com tecnologias: transformar as aulas em pesquisa e comunicação presencial-virtual. In: http://www.eca.usp.br/~moran ( pesquisa realizada em março/2001)

SANTOS, Alckmar Luiz dos. Sedimentação de Sentidos ou Historicidade, do Texto ao Hipertexto. Via Internet http://www.cce.ufsc.br/~alckmar/texto8.html, 1996 ( pesquisa realizada em março/2001)

TEIXEIRA, João de Fernandes. Mentes e Máquinas uma introdução à Ciência Cognitiva. Porto Alegre, Artes Médicas, 1998.

http://www.facom.ufba.br/ciberpesquisa/404 ( pesquisa realizada em março/2001)

http://www.nib.unicamp.br/port/servicos/cedib/psicol.htm ( pesquisa realizada em março/2001).

Eurisvaldo

Como o ser humano aprende nas perspectivas:

EMPIRISTA= Para os empiristas o indivíduo não nasce com tendências ou informações à respeito da vida. Ele apresenta se como um papel em branco (tábua rasa) a espera passivamente de ser corrompido. As verdades aceitam só são aquelas comprovadas pelos sentidos e pela experiência. O conhecimento se dar de fora para dentro, envolvendo o sujeito com o meio. A relação do sujeito com o objeto, torna-o passivo na experiência, e não autor da sua construção.
RACIONALISTA = Segundo os autores do movimento racionalista, o sujeito nasce com algumas informações. O conhecimento é inato ao indivíduo, necessitando de oportunidades para a manifestação deste potencial. Naturalmente, o ser já nasce com a fonte do conhecimento. Além disso,o desenvolvimento cognitivo não acompanha o desenvolvimento biológico. A criança não aprende dependendo da sua idade, mas da sua capacidade em aprender.
INTERACIONISMO = A aprendizagem é o resultado da interação do indivíduo com o objeto. O conhecimento seria fruto da construção do ser com o meio do qual ele está inserido. Nesta situação o sujeito e o objeto se confundem, trocam influência e de posição. Não o objeto que transfere algo para o sujeito necessariamente, é o próprio indivíduo que absorve a informação por autonomia própria. É uma teoria linear.
CONEXIONISMO = É ma teoria horizontal e não linear. Com a superação das teorias das certezas matemáticas e o raiar do paradigma sistêmico, que consiste na mutabilidade, na auto-organização do ser natural, na interdependência e na interconexão da vida, o indivíduo aprende e desaprende constantemente. Não desaprende no sentido de esquecer o que aprendeu, mas no sentido de rever os conceitos já pré-formados. O conhecimento estaria submetido a uma perpétua transformação e construção, devido ao entrelaçamento e dependência das relações sujeito/objeto. O indivíduo está inserido numa visão de mundo ecológico e holístico que concebe o mundo como um todo integrado dependente, e não como uma coleção de partes dissociadas e independentes. O ser aprenderia o todo para compreender as partes, e não o posto o oposto, pois assim seria insuficiente para entender a verdade dos fenômenos.
O conexionismo seria um paradigma da pós-modernidade, que apresenta através da psicologia da Gestalt, física quântica e da ecologia a idéia da relação em rede. Com o título de Teia da vida, a proposta é de mudança de uma visão mecanicista, patriarcal e consumista para uma visão holística e ecológica, afirmando que o homem não está acima ou abaixo da natureza, mas inserido numa teia da vida, fazendo parte dela. Desta forma, através deste novo conceito, mais aberto, democrático e responsavelmente ecológico, o indivíduo aprenderia melhor e aproximaria da verdade com mais segurança para mudar e aprender, para aprender e mudar perpetuamente.

Wendel Alves Nunes

Como o ser humano aprende?

Diversas teorias já foram propostas tentando responder de qual maneira o ser humano aprende,entre elas estão o racionalismo,o empirismo e o interacionismo as
Quais foram utilizadas por seus teóricos como resposta a essa pergunta.
O racionalismo teve em Descartes seu principal nome,este dizia que o homem já nasce com o conhecimento embora ainda não apresente a totalidade desse conhecimento em determinada fase da sua vida,pois é preciso passar pelo tempo de maturação,onde o indivíduo vai apresentar um maior desenvolvimento da sua cognição.
O empirismo vem principalmente através de John Looke propor o homem como uma tábula rasa ,pois para os empiristas o ser humano nasce vazio e somente será preenchido quando vivenciar experiências reais obtendo dessa forma a sua capacidade cognitiva.Os interacionistas procuram responder a pergunta sobre o conhecimento,usando partes do que dizem racionalistas e empiristas não aceitando a totalidade de cada uma dessas teorias individualmente.
A partir do pós-modernismo começou a surgir o conexionismo que é uma nova teoria que procura dar as respostas a essa pergunta tão discutida.Essa teoria vem por meio das conexões que o ser humano realiza em sua vida,demonstrar as diversas formas de aprendizado e que este não pode ser visto como algo acabado e estático,porque a cada momento o homem vai se inter-relacionando e conseqüentemente desequilibrando seu pensamento cognitivo,a partir desse desequilíbrio ocorre o processo de assimilação, o de acomodação e logo após o de equilibração cognitiva. Sendo assim, os conexionistas propõem o aprendizado como algo que ocorre espontaneamente, partindo do próprio indivíduo de maneira autônoma e que estão ligados a outros conhecimentos no qual irão se relacionando formando várias ligações.
Dessa forma,o conexionismo mostra a capacidade cognitiva como algo que está sempre em contínua mudança e está interligada com as diversas redes de conhecimento, diante disso, a maneira pela qual o ser humano aprende ocorre de um modo variável e não apresentando uma única forma de aprender,porque o conhecimento vai se transformando e se modificando a cada
dia.

Ednildes

Como o ser humano aprende?

A aprendizagem é a formação de conexões do tipo situação-resposta, ou a modificação de conexões já formadas. Estas conexões se firmam pelo exercício. ( Dinah Martins de Souza Campos)

O ser humano em seu processo histórico tem passado por várias definições de como se aprende. Segundo alguns teóricos, ela se dá devido a uma alteração em sua conduta, condicionamento, experiência, observação, técnicas de ensino e hábitos naturais. Diz Dinah Martins de Souza Campos: “ Toda aprendizagem resulta em alguma mudança ocorrida no comportamento daquele que aprende. Assim, observam-se mudanças nas maneiras de agir, de fazer coisas, de pensar em relação às coisas e às pessoas e de gostar, ou não gostar, de sentir-se atraído ou retraído das coisas e pessoas do mundo em que vive. Desta maneira, se verifica que os produtos da aprendizagem são de natureza diferente, sendo possível sua classificação, embora forçando um pouco os fatos, porque, geralmente, não se encontra um produto de aprendizagem puro, mas o predomínio de unidos produtos sobre os outros, em cada situação."
Para que essa aprendizagem ocorra, é necessário que o indivíduo tenha vontade de aprender, através do estímulo exercido pelo psíquico humano, pois só ele possui a intenção de aprender. O homem também aprende pela sua capacidade de observar, que o permite fazer experiência, como propõe a teoria empirista, quando afirma que: as relações entre as experiências que estão implicadas na sua organização são em si mesmas, objetos de observação.
Na verdade, o homem já nasce apto a aprender, o que ele precisa é de um estímulo que o tire da acomodação e que leve este homem a assimilar conhecimento que o permita chegar ao ponto de equilíbrio.
Segundo Piaget: “ a equilibração é um mecanismo auto-regulador, necessário para assegurar à criança uma interação eficiente dela com o meio-ambiente.” (Piaget.1975, p.14)
Há aprendizagens que podem ser consideradas natas, como o ato de andar e falar, necessitando apenas que passe pelo processo de maturação física, psicológica e social. Com essa visão, pode-se perceber que o campo que mais estimula o ser a aprender no processo de maturação é o social. Através de sua interação com o meio, mediada pela relação sujeito- objeto que a sua conduta é transformada.
Diante dos fatos aqui apresentados, faz-se necessário estudar as causas das dificuldades que o homem apresenta no desenvolvimento da aprendizagem, levando em conta um ponto fundamental, a afetividade.
“Ainda que o pensamento propriamente dito é gerado pela motivação, isto é, por nossos desejos e necessidades, nossos interesses e emoções. Por trás de cada pensamento, há uma tendência afetivo-evolutiva. (Vygotsky,1991,p.101)

Para entender como se aprende, é fundamental observar as condições emocionais, culturais, econômicas e sociais de cada ser, baseando-se nas relações afetivas desses seres e como estão historicamente situadas no mundo.



Referências Bibliográficas:
CAMPOS, S.M.D. Psicologia da Aprendizagem. 24º edição- Rio de Janeiro. Editora Vozes, 1996.
PIAGET, Jean. A Equilibração das estruturas cognitivas. Rio de Janeiro: Zahar, 1975.
VYGOTSKY, L. S. A Forma

Cristiane Nogueira

Como o ser humano aprende?

Encontrar uma resposta precisa e correta não é matéria fácil, o homem em sua condição de buscar a certeza através da ciência e do tempo reúne então várias teorias e hipóteses no firme propósito de obter essa razão. É basicamente por meio de três teorias da aprendizagem ou correntes filosóficas que podemos compreender o desenvolvimento da inteligência.
Na teoria empiristica o desenvolvimento intelectual é determinado pelo meio ambiente, ou seja, pela força do meio e não depende do sujeito, é de fora para dentro. Afirma-se que o homem não nasce inteligente, o desenrolar da inteligência estaria nos estímulos e não no ser humano. A pedagogia empírica enxerga o aluno submisso ao conteúdo que o professor ensina. O professor acredita na tese da transferência do conhecimento. O educando é passivo ao receber os conhecimentos, tornando-se um deposito do educador.
Já a teoria racionalista nos mostra o contrário da empírica, essa afirma que o desenvolvimento intelectual é determinado pelo sujeito e não pelo meio, ou seja, de dentro p fora, baseado nesse conceito nasce dotado de inteligência e com o passar do tempo reorganiza essa inteligência com a ajuda das reações do meio ambiente, e essa capacidade independe de estímulos. A pedagogia racionalista ou apriorista é difícil de viabilizar, portanto não é fácil de perceber sua presença na prática escolar. O professor passa a ser um auxilio para o aluno, um facilitador, intervindo o mínimo possível na construção do saber.
A teoria que aborda o construtivismo, o mesmo que interacionismo defende que o desenvolvimento intelectual se da apartir da relação do sujeito com o meio, se baseia em que o ser humano não nasce inteligente, mas não é completamente dependente da força do meio, analisa, organiza e constrói seu próprio conhecimento. O erro é fundante no aspecto de construção do conhecimento, seguindo um processo continuo de “fazer e refazer” aprende-se a acertar errando. A pedagogia construtivista é relacional. O professor acredita na capacidade do aluno de aprender apartir do ele já construiu fudindo-se com o conhecimento abordado. “O professor alem de ensinar também aprende ,e o aluno alem de aprender também ensina”.
A abordagem conexionista amplia essa visão, vem trazer o novo para o novo tempo, é a era do virtual, da informatização, novos meios que facilitam a busca do conhecimento, que vem crescendo paralelamente ao avanço tecnológico.
A aprendizagem é construção, em qualquer ambiente, é um processo ativo que conduz a transformação do homem.
Frente a esses novos conceitos, ressaltamos que é importante que na pratica pedagógica o professor conheça como ocorre a aprendizagem e ter claro sua posição, procurando criar novas estruturas, sempre apartir de um processo de desenvolvimento, pois compreendemos que o homem é um ser inacabado, que pode ir além de seus horizontes na eterna busca do conhecimento.





Referências Bibliográficas:



*Dourado, Emanuela O. C. Ampliando o olhar – As dinâmicas e as teorias do conhecimento, Uneb, 2004.

*BECKER, Fernando da ação a operação: o caminho da aprendizagem: J Piaget e Paulo Freire. 2 ed. Rio de Janeiro DPeA,1997.

*BCKER, Fernando, MARQUES, Tânia B. Iwasko. Aprendizagem humana: processo de construção. Pátio, Porto Alegre, ano 4, n. 15,nov.200/jan. 2001.

*Educação e Realidade, Porto Alegre, v. 18, jan/jun.1994.




Elieide Farias Silva

COMO O SER HUMANO APRENDE

Aprender é construir competência, é fazer o que antes não se conseguia. E é através da educação que se dá esse processo de aquisição e construção.
Aprender é uma capacidade que o ser humano tem, mas não nascemos com ela, temos que adquiri-la através da aprendizagem.
A criança em sua fase inicial de aprendizagem aprende por imitação, imitando as coisas externas como: gestos, falar, caminhar, vestir etc., mas também imita qualidades internas de pessoas com as quais convive e com quem aprende a pensar.
Passando essa fase da imitação, a criança começa a procurar alguém que lhe mostre todo esse mundo exterior, um mediador em quem possa confiar como antes confiou no meio que a envolvia.
E normalmente é o professor que conduz a criança nesse caminho das descobertas e conhecimentos, mas o educador deve ter em mente que a criança não deve ser apenas educada para aprender, mas para crescer e completar esse processo de desenvolvimento e maturação de forma equilibrada.
Mesmo porque a educação de uma criança não se dá apenas pela absorção de grandes quantidades de informação elas são indivíduos diferentes, portanto não devem ser obrigadas a aprender as mesmas coisas, com o mesmo método, no mesmo ritmo e momento, deve-se respeitar seu interesse e aptidão
Lembrando que a aprendizagem só acontece se o aluno for ativo, se tiver interesse pelo o que faz, e será bem sucedida dependendo do que ele faz, não do que o professor faz nele.
O ser humano não aprende sozinho, e, portanto não se educa sozinho, a sua aprendizagem e educação, acontecem em um contexto social. Mas esse fato não quer dizer que a aprendizagem do ser humano é exclusiva e necessariamente produzida pela ação de terceiros, e que, outras pessoas o educam.
Nós nos educamos uns aos outros, à medida que interagimos, quando tentamos nos transformar em adultos independentes e competentes, capazes de definirmos nossos objetivos e traçarmos os caminhos a percorrer. Portanto, aprender é imitar, buscar, descobrir novas coisas, interagir com o meio, transformar e construir projetos de vida autonomamente.


quinta-feira, dezembro 21, 2006

Ana Maria Sodré

Como o ser humano aprende?

receitas para sua repetição. Cada vez é única, irrepetível. Uma pianista não interpreta a mesma música duas vezes de forma igual. O “concerto italiano”, de Bach, põe em ordem meu corpo e minha outra pessoa, ao ouvi – lo vai dizer: “Que música chata!”. Rubem Alves – Entre a Ciência e a Sapiência – o dilema da educação.
O prazer é uma experiência qualitativa. Não pode ser medido. Não há


O processo de desenvolvimento humano de ensino – aprendizagem busca – diferenciar-se de várias maneiras dentro da própria filosofia como exemplifica as correntes teóricas. No empirismo liga o conhecimento à experiência (experimentação) cuja verdade possa ver verificada pelo uso dos sentidos. O empirismo nega que haja qualquer conhecimento inato ou intuitivo; opõe-se assim, sobre tudo, ao racionalismo. Este por sua vez, enfatiza o papel da razão, que nesta perspectiva garante a aquisição e a justificação do conhecimento inato e intuitivo. Seu desenvolvimento moderno mais significativo foi a crença do século XVII, segundo a qual o paradigma do conhecimento era a intuição intelectual e não sensorial. O conhecimento é resultado da razão, do pensamento. A maturidade do sujeito é que regula as aprendizagens. As praticas pedagógicas estão voltadas ao interesse das crianças e busca o ensino interdisciplinar. A educação é centrada no aluno e não no ensino como na concepção empirista.
A origem do conhecimento segundo Piaget, deve ser buscada não no sujeito nem no objeto, mas no fenômeno da assimilação primordial do recém-nascido humano. Nascendo assim a corrente construtivista, ou seja, a interacionista, onde o conhecimento é construtor interno necessitando da mediação externa com outros sujeitos e objetos de conhecimento. Na pratica pedagógica, há o reconhecimento e a valorização de dois processos distintos e complementares: o ensino e a aprendizagem. Todo ser humano aprende da mesma forma cognitiva, porém de maneira diferente. Dessas teorias é que decorrem todas as demais que estão intimamente relacionadas.
A epistemologia, por exemplo, é a ciência do conhecimento que tem algumas de suas questões centrais a origem do conhecimento, o lugar da experiência e da razão na gênese do conhecimento; a relação entre o conhecimento e a impossibilidade do erro; eas formas de conhecimento que emergem das novas conceitualização do mundo.
Aprender é ver o que antes não se via numa perspectiva mais atual da educação num pensamento pós-moderno. Hoje, muitos educadores estão perplexos diante das rápidas mudanças na sociedade, na tecnologia, na economia, e se perguntam sobre o futuro de suas profissões, alguns com medo de perdê-los e sem saber o que devem fazer.
Estamos diante uma nova corrente teórica: o conexionismo, onde o conhecimento não se reduz a informação. Ele exige a capacidade de estabelecer conexões entre elementos informacionais aparentemente desconexos, de processar informações, analisa-las, armazená-las, avalia-las segundo critérios de relevância, organiza-las em sistemas. A cada instante, compõe os nós – significativos e dualiza-se o desenho de toda a rede. De modo algum a concepção do conhecimento como uma rede de significações implica a eliminação ou mesmo a diminuição da importância das disciplinas.
Algumas considerações sobre a dinâmica dos processos cognitivos no que se refere à construção dos significados estão na perspectiva de compreender e aprender o significado de um objeto, é vê-lo em suas relações com outros objetos ou acontecimentos. Constituem feixes de relações que articulam-se em teias, redes construídas social e individualmente em permanente estado de atualização, ou seja, a idéia de conhecer assemelhar-se a idéia de enredar. A comunicação oferece uma grande contribuição para a explicitação da idéia de rede como representação do conhecimento quando propõe imaginar as significações articuladas em uma teia de nós e ligações. Existe uma reciprocidade profunda entre nós e ligações entre intersecções e caminhos, entre temas ou objetos e relações ou propriedades.
A metáfora da rede contrapõe-se a idéia de cadeia, de linearidade na construção do conhecimento com as correspondentes determinações pedagógicas relacionadas com os pré-requisitos, as seriações, os planejamentos e as avaliações. Não existe um percurso lógico para se percorrer a rede, nem um nó é privilegiado e nem subordinado a outro, havendo diversos percursos alternativos para os trajetos entre dois nós.
Rosenstiehl ao buscar um tratamento matemático para a idéia da rede também identifica e caracteriza esta abertura para uma multiplicidade de percursos ao afirmar: “uma rede é constituída de nós e mesmo que dois nós não tenham uma ligação incidente comum, podem ainda ser dependente através de outros nós”. A partir do exame de concepção com as de Serres e Rosenstiehl (significados como feixes de relações, dualidades entre objetivos / nós / significados à abertura das transformações entre outras), é possível articular uma nova visão, através da quais as visões de grande parte dos problemas educacionais podem ser significativamente transformadas.
A metáfora do hipertexto (textura, tecer) como paradigma, Lévy vê como referencia aos mundos das significações apoiando-se nas extensões naturais. Lévy reinterpreta a constituição dos universos mentais ou dos de significações constitui um hipertexto, o qual segundo Lévy é tal vez uma metáfora valida para todas as esferas da realidade em que significações estejam em jogo. Significações essas que para caracterizar, Lévy recorre a seus princípios conformadores que em conjunto proporcionam uma visão panorâmica bastante valiosa, de rede que se pretende construir.
Para os conexionistas existem três leis principais: efeito: em que uma correção é fortalecida se for seguida de satisfação, e enfraquecida se seguida de incômodos; exercício: quando é feita uma conexão modificável entre uma situação e uma resposta, a força dessa conexão é aumentada, mantendo-se as aulas de coisas iguais; e disponibilidade: quando uma ligação está pronta para atuar, e a ação é de satisfação e não agir por incômodo.
Portanto, todo ato pedagógico é um ato de comunicação. Nem sempre o professor tem clareza da situação na qual se encontra, pois a ideologia faz com que não perceba a exploração de que é vitima. O ser humano só vai aprender quando perceber que as idéias não surgem prontas e logicamente não são integradas a um sistema definido; elas são “criadas gradualmente” a partir de “conexões inexploradas” a partir de “possibilidade semi-reveladas” e “semi-escondidas”. O homem é um ser em potencia, inacabado do nascimento à morte, logo, a construção da pessoa está associada à realização de um conjunto de aprendizagens. Então aprender é ver o que antes não se via.
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Referencias bibliográficas:

Alves, Rubem, Entre a Ciência e a Sapiência: O dilema da educação. São Paulo. 2004.
Arbib, Michael. A; Hesse, Mary B. The construction of reality. New York: Cambridge University Press, 1986. Epistemologia e Didática – Nilson José Machado.
José Machado, Nilson – Epistemologia e didática:
Freire, Paulo, Pedagogia da Autonomia: saberes necessários a pratica educacional. São Paulo. Paz e terra s/n, 1996 (coleção leitura).
Lévy, Pierre. As tecnologias da inteligência. Rio de Janeiro: editora 34,1993. Epistemologia e Didática – Nilson José Machado.
Piaget, Jean, Garcia, Rolando. Psicogêneses e historia de lá ciência. México. Siglo Veinteuno, 1984. Epistemologia e Didática – Nilson José Machado.
Rosenstiehl, Pierre. Rede. In. Enciclopédica, Elnaudj, v.13, lógica / combitoria. Porto: Imprensa Nacional / Casa da Moeda, 1988.
Epistemologia e Didática – Nilson José Machado.

Diego figueiredo

Como o ser humano aprende?


Desde a antiguidade, os filósofos se preocuparam com questões relacionadas com o conhecimento, mas só na Idade Moderna (Século XVII), os filósofos da época, tendo como pioneiro René Descartes, começaram a compreender a realidade do mundo como um problema e a investigar, dentre outros problemas, qual a origem do conhecimento.
A partir da Idade Moderna, quando houve a compreensão dos pressupostos da realidade, e começou a aparecer indagações sobre o conhecimento, surgiram tendências para explicar donde vem o conhecimento. O Racionalismo foi a primeira tendência a explicar como o ser humano aprende.
Tendo como o seu maior expoente, René Descartes, o racionalismo iniciou suas reflexões sobre o conhecimento, buscando resposta para uma pergunta: De onde vêm nossas idéias? Após várias reflexões, Descartes chegou à conclusão de que o ser humano duvida da realidade, e se o ser duvida, pensa: “penso, logo existo” (cogito, ergo sum). Daí em diante, após várias intuições, Descartes descobre idéias que não sofrem influências da realidade, idéias inatas, destacando o sujeito como o indivíduo responsável pelo conhecimento.
Em oposição às idéias, idéias inatas, dos racionalistas, surge outra tendência, o Empirismo, que criticou o pensamento de que as idéias nasce com o sujeito. O Empirismo defendia que o ser humano nasce sem nenhum pensamento formado, mas sim o adquiri com a experiência, dizia-se que a alma é como uma tabula rasa.
Dentre os filósofos empiristas, destacaram-se John Locke e David Hume. Locke afirmava que o conhecimento é adquirido a partir da sensação e reflexão. A sensação é o resultado das experiências captadas pelos sentidos e a reflexão é a analise dos conhecimentos adquiridos pela sensação, destacando então, o empirismo, o papel do objeto para se chegar ao conhecimento.
Outra tendência é o Interacionismo de Lev Semenovich Vygotsky, que se difere das outras tendências que buscava explicar como o ser humano aprende. Para Vygotsky as idéias estão apoiadas em características biológicas da espécie humana, e nas suas relações histórico-sociais.
Vygotsky afirma que todo o conhecimento humano é histórico-cultural, e passa por influências ao longo dos tempos. O ser humano é um ser social e a cultura socialmente adquirida é que determina o conhecimento.
A tendência mais recente, na pós-modernidade, é o conexionismo, que vem quebrar os paradigmas da modernidade, dando novas visões sobre o conhecimento. Na pós-modernidade, o conhecimento é tratado de forma não-linear, não buscam estabelecer conceitos estáticos para como ser humano aprende, pois defendem a idéia de que o ser humano sofre inúmeras mudanças e assim não podemos definir paradigmas conclusivos. Os conexionistas mostram que o conhecimento, como todos os preceitos da educação, estão interligados, conhecimento em rede, e a uma interferência mutua entre os envolvidos nesta conexão.
Como o ser humano aprende, foi respondido em várias épocas, sofrendo evolução com o passar do tempo, desde a modernidade até a pós-modernidade, com idéias fascinantes de vários pensadores.

Referências:
ARANHA, M. L. A. História da Educação e da Pedagogia: geral e Brasil. 3. ed. São Paulo: Moderna, 2006.

ARANHA, M. L. A. Filosofia da Educação. 3. ed. São Paulo: Moderna, 2006.

CAPRA, F. A Teia da Vida. 9. ed. São Paulo: Pensamento - cultrix, 2004.

Elizete

Como o ser humano aprende?

São varias as indicações com relação ao aprendizado do ser humano. De acordo a epistemologia existe quatro correntes filosóficas que abordam esta questão com destaque para Piaget Vygotsky de postura sócio-interacionista. Para eles o aprendizado esta relacionado ao desenvolvimento e que neste existe um percurso em parte definido pelo processo de maturação do organismo individual que somente pertence a espécie humana, mas que é o aprendizado que possibilita o despertar de processos internos de desenvolvimento e que se não ocorresse esse contato do individuo com o ambiente cultural não seria possível o aprendizado.
Por outro lado esta o Racionalismo de René Descartes o qual aponta que o conhecimento de nada depende do contato do individuo com o objeto, defendendo assim que o ser humano já nasce com a fonte do conhecimento. Os racionalistas se baseiam na natureza afirmando que a semente do conhecimento nasce junto com o ser – é inato. Nesta visão o professor não tem importância alguma e a base do conhecimento é o pensamento sendo que o conhecimento vem de dentro para fora, ou seja, do sujeito para o objeto.
Já o Empirismo de Jophn Lock apresenta o conhecimento como fruto das experiências vindas de fora para dentro, ou seja, do objeto para o sujeito. Assim para os Empiristas o ser humano é considerado uma tabula rasa onde somente se recebe conhecimento.
O conexionismo propõe uma concepção dos sistemas vivos de auto-organização cujos componentes estão todos interligados e se apresentam de forma independente. Desse modo o conhecimento acontece em rede.
Portanto sendo o ser humano histórico estabelece relações, transmite experiências de geração em geração através da cultura e se organiza de acordo as bases econômicas, sociais e culturais que irão determinar as formas políticas e jurídicas da sociedade e como conseqüência o tipo de conhecimento necessário para o seu funcionamento o qual nem sempre é o mais justo para todos. Este é o desafio para todos nós transformar o conhecimento em experiências para construção de uma sociedade mais justa.


La Taille, Yves de, 1951-Piaget, Vygotsky, Wallon: teorias psicogenéticas em discursão / Yves de La Taille, Marta Kohl de Oliveira, Heloysa Dantas. – São Paulo: Summus, 1992.

KOHL, Marta de Oliveira. Vygotsky: aprendizado e desenvolvimento um processo sócio-historico. São Paulo: Scipicione, 1993.

João Bosco Pinto, Rosa Maria torres e Orlando Fals Borda. Catalogação da fonte – Biblioteca Monte Alegre Puc-SP. Para compreender a ciência: uma perspectiva histórica/ Maria Amália Pie Abib Andery. Eta. 10ª ed. Rio de Janeiro Espaço e Tempo. São Paulo: Educ, 2001.

FRITJOF, Capra. Uma nova compreensão cientifica dos sistemas vivos. A teia da vida.

jose carlos

No paradigma conexionista, o individuo através de sua axperiência em leitura ira reforcar determinadas sinapses neuronais. O aprendizado assim, ocore quando a pessoa tem a sua disposiçao um material signigicativo e dessa forma quanto mais avança em escolaridade elabora-se o crescimento dentritrico em determinadas áreas do córtex cerebral.
A leitura como exemplo de aprendizagem passa a ser descrita como um prescesso ativo que migra do nivel de letras, palavras e frases que são apresentadas em serie para o pensamento. Sendo o maior objetivo da leitura a sua compreensao, onde leva-se em conta a natureza da linguagem e as várias caracteristicas de operação d cerebro humano.
Constituida de um sistema de signos, a linguagem é mediadora entre os individuos seja oralmente, por gestos ou pela escrita. Na mensagem escrita, portadora de um sentido a palavra é utilizada como um dos principais elementos para codificar pensamentos e experiência. Engramada por meio de conceito de forma distribuida, fragmentada e difusa em diferentes celulas do cerebro a palavra serve de interface na comunicaçao entre o emissor e o receptor com o objetivo de interagir socialmente, o sentido da mensagem é construido pelo receptor com base no seu conhecimento prévio e nos dados que o emissor coloca no texto escrito.
Posto isso, a compreensao leitora é um ato de construçao de significado em que os dados linguisticos contribuem para intuir e construir uma imagem visual do resultado. Momento em que, a utilizaçao de tecnicas um maior controle sobre a estrutura da lingua, experiência ampliadas e desenvolvimento conceitual aprimorado são aspectos favoraveis ao sucesso na compreensao leitora.
Nos processos cognitivos o ato de ler a mensagem escrita é uma atividade intelectual complexa feita por precessamento bottom-up e interativo, onde operaçoes de recodificaçao e decodificaçao, e por estrategias de leitura são caracteristicas dessa cogniçao. De forma integrada em distribuiçao paralela ocorre simultaneamente os processamentos descritos os quais definem os leitores em pouco fluentes, apressados ou maduros configuramdo à aprendizagem de cada um.
A compreensao do que acontece ao leitor , no ato da leitura, exige a seguinte definiçao quanto ao processo cognitivo. No processo bottom-up o leitor se consentra nos dados escritos que são as letras, palavras e frases, parte do simples para o complexo, onde o leitor utiliza a forma linear e indutiva das informaçoes visuais e linguisticos. No top-dowm ele numa abordagem não linear, fazendo uso intensivo e dedutivo dessas informaçoes não visuais. Já no precesso interativo , há uma interrelacao do processamento ascendentes com o descendente em que atraves do conhecimento previo e dados fornecidos pelo texto, o leitor consegue a compreensao na sua interaçao com a mensagem escrita.
Portanto esse paradigma focaliza a aprendizagem n cerebro humano com um processo que se estabelece pelo refoco nas sinapses neuronais produzido generalizaçao e abstracao, sem a necessidade de estocagem explicita, tal qual uma rede neuronal , artificial onde o nivel profundo arquiva a informaçao declarativa a qual é formada por conseitos que podem ser acessados, modificados mais tarde conforme a necessidade.

Jailsom ferreira de andrade

Verificamos que no decorrer de toda a história da humanidade, o homem tem buscado, através de várias teorias filosóficas, explicar de que maneira o homem desenvolve o seu conhecimento, ou seja, como ele aprende. Dessa forma vamos abordar as principais correntes filosóficas que explanam as teorias do processo de desenvolvimento de aprendizagem do ser humano.
Começaremos a abordagem através de duas visões distintas que são: O Empirismo e o Racionalismo, que por mais divergentes que fossem, visavam ambos, libertar o homem da tutela das escrituras sagradas e fundamentar novas perspectivas de construção de conhecimento em uma nova ordem social, que já estava causando a desintegração do mundo medieval.
Os empiristas defendem que o conhecimento é adquirido pela interação do homem com o meio, através das experiências vividas no decorrer da sua existência, pois todas as nossas idéias são criadas pelas nossas percepções sensórias (visão, olfato, audição e tato), ou seja, nada vem à mente sem ter passado pelo sentido. Nessa visão empírica John Locke defendia que, “o homem ao nascer, sua mente seria como uma folha de papel em branco completamente desprovida de idéias, e que as mesmas seriam fruto das experiências resultantes das observações dos dados sensoriais”, dessa forma o conhecimento se dá de fora para dentro, pois na visão Empírica a existência precede a essência.Na concepção empírica de ensino o professor é o detentor do conhecimento, determinando assim o que o aluno deve aprender, pois o mesmo é tratado como um indivíduo sem conhecimento algum, devido o processo educacional está centrado no ensino, e o professor esta está na condição de transmissor do saber.
No Racionalismo, porém o fundamento consiste na crença da pré-formação do conhecimento, cuja idéia essencial é a de que ao nascer o individuo já apresenta virtualmente, as estruturas do conhecimento. Assim os racionalistas afirmam que a experiência sensorial é uma fonte de erros e confusões sobre a complexa realidade de mundo. Pois somente a razão humana, trabalhando com os princípios lógicos, pode atingir o conhecimento verdadeiro, por que os princípios lógicos seriam inatos na mente humana.Portanto assim recomendou o filósofo René Descartes: “Nunca nos devemos deixar persuadir senão pela evidência de nossa razão”, por que na visão Racionalista a existência precede a essência, assim o conhecimento é gerado pelo homem de dentro para fora, por meio de uma intuição pura que prescinde os dados do mundo ,ou abstrativa que parte dos fatos mas os ultrapassa.desse modo esse tipo de conhecimento é considerado anterior a qualquer experiência. Na concepção Racionalista de ensino o processo educacional está centrado no aluno, sendo que o professor não determina, mas age como um observador e facilitador da aprendizagem, ficando a responsabilidade do sucesso ou fracasso à cargo do aluno.
Vamos entrar agora na teoria do interacionismo ou construtivismo, que consiste na concepção de que o desenvolvimento do conhecimento é determinado pelas ações mútuas entre o individuo e o meio, pois o homem não nasce inteligente, mas não é passivo sobre a influência do meio, por que ele tem a capacidade de reagir aos estímulos externos, organizando e construindo seu próprio conhecimento de maneira cada vez mais organizada. Segundo Piaget “a construção do conhecimento ocorrem quando acontecem ações físicas ou mentais sobre objetos que, provocando o desequilíbrio, resultam em assimilação ou acomodação e assimilação dessas ações e, assim, em construção de esquemas ou conhecimento”. Através desta teoria Piaget acabou fazendo a fusão do empirismo com o racionalismo, por que no construtivismo a construção do conhecimento vem de dentro, mas para ocorrer à aprendizagem o individuo deve interagir com o meio social ao qual está inserido, dessa forma o mesmo vai se adaptando ao meio em um processo interminável de desenvolvimento cognitivo. As interações entre o sujeito e o meio, é um processo permanente e está sempre em desenvolvimento, criando assim novos níveis de conhecimento.
O interacionismo na educação consiste em uma relação mútua de troca de conhecimentos entre professor e aluno, sendo que essa relação se estende para a família e a comunidade, conhecendo assim e respeitando o contexto social no qual o aluno está inserido, para que nessa troca de conhecimento todos acabem aprendendo. Dessa forma não há uma centralização no processo educativo, pois tanto o ensino como à aprendizagem são reconhecidos e valorizados, construindo e ampliando assim a autonomia intelectual de docentes e discentes.
Dando seqüência, vamos adentrar na teoria conexionista, que consiste na produção do conhecimento de forma não linear, ou seja, através da conexão em redes. O conexionismo, baseado numa inspiração neuronial, significa que o cérebro consiste em um grande número de processadores, os neurônios, que se encontram maciçamente interligados formando uma complexa rede. Como o cérebro contém milhões de neurônios ligados em paralelo formando redes interneuroniais, sendo que cada neurônio é constituído de uma massa central e de dois tipos de filamentos responsáveis pela formação das redes: os axônios, transmissores de eletricidade, e dendritos receptores de impulsos elétricos. Assim nos pontos onde o axônio encontra um dendrito há um espaço onde se processam reações químicas: as sinapses. Essas reações são as responsáveis pelo aprendizado, ou seja, aprender significa alterar a força das sinapses.
O conexionismo tem promovido uma grande revolução no desenvolvimento de novas tecnologias, pois através do estudo dos esquemas cerebrais, uma nova geração de computadores inspirados no cérebro humano está sendo desenvolvida, no intuito de desenvolverem a inteligência artificial. Na educação o conexionismo tem promovido a ampliação do conhecimento através do estímulo à leitura, pois essa é descrita como um processo ativo que migra do nível de letras, palavras e frases, apresentadas serialmente, para o pensamento, forçando assim as sinapses neuroniais e produzindo a aprendizagem. Concluindo observamos que o ser humano dispõe de varias formas para aprender, porém o processo de construção do conhecimento é infinito, pois está em permanente desenvolvimento.

Tereza nunes de oliveira


Como o ser humano aprende


Todos os seres humanos aprendem por assimilação, do mais velho ao mais novo, apesar do desenvolvimento ser diferente de acordo com a idade. Não nos apropriamos do conhecimento de uma vez só. Para Piaget, primeiro vem o desenvolvimento cognitivo para depois vir a aprendizagem. De acordo com o mesmo, os seres humanos passam por estágios durante sua vida, pois uma criança que tem até dois anos de idade, precisa pegar nas coisas para usar os sentidos e produzir o conhecimento, enquanto que uma criança que já está no segundo estágio, precisa de um símbolo para representar as idéias e é nesse estágio que ela se apropria da linguagem para se comunicar e resolver seus problemas. O conhecimento vai se desenvolvendo de acordo com o ambiente. A criança se integra no mundo da simbologia que faz parte da cultura que o ser humano vai construindo. É nessa fase que a criança internaliza o conhecimento da língua materna ( isso na visão de Vygotsky), mas para Piaget,a criança só internaliza a língua materna e se apropria da simbologia quando já está com quatro ou cinco anos e nessa fase ela demonstra um certo egocentrismo e também fala sozinha. Só quando está entre cinco e sete anos é que ela faz o casamento da língua com o pensamento, já pensa apoiada nas palavras, apesar de ainda não conseguir elaborar todos os pensamentos. Vygotsky acredita que além desse casamento, a criança ainda cola também os valores.
Dos onze aos doze anos, o grande salto é a capacidade de elaborar os pensamentos que na fase anterior ainda não conseguiam. Esse estágio é colocado como a fase do pensamento cientifico, onde a criança já consegue destrinchar os pensamentos, pois o ser humano não é um copiador e sim um criador, e assim chega à fase adulta, pois o homem é uma evolução de anos e anos.
Whitehead acreditava que “a mente é um organismo em crescimento e que o caminho para a sabedoria é pela liberdade na presença do conhecimento” e a produção desse conhecimento é que altera uma sociedade, pois se analisarmos as comunidades primitivas perceberemos que a civilização é que provoca a desorganização da vida, pois o padrão existe na teia da vida mas não é essência, porque a essência é a estrutura e se essa for desmontada, o padrão deixa de existir.
Na visão pós-moderna, as partes são maiores que o todo, e nessa visão que é sistêmica,traz a questão de simbiose como substituta da competitividade mas não exclui. Já a autopoiese dá a idéia de luta dos seres para a integração onde todos têm a sua importância, mas que todos precisam melhorar cada vez mais para que essa importância continue fazendo o seu papel no universo criando e autocriando.
Piaget também traz explicações através da biologia, quando ele argumenta que as mudanças ocorrem através da evolução, à medida que os organismos se auto ajustam eles se adaptam ao meio e o ambiente vai se modificando e assim, o homem também se adapta ao seu mundo através do desequilíbrio/equilíbrio.


Referencias Bibliográficas.

CAMPOS, S.M.D. Psicologia da Aprendizagem. 24° ed. Rio de Janeiro. editora Vozes. Petrópolis 1996.

PIAGET, Jeam A. A equilibração das estruturas cognitivas. Rio de Janeiro. Zahar, 1975.

VYGOTSKY, L.S. A formação social da mente. São Paulo, Martins Fontes 1991.


SUZANY MENDES DA MOTA

Os processos de aprendizagem sempre acompanharam o homem em sua evolução, permanecendo assim por toda a sua existência. Segundo as teorias de Vygotsky, Wallon e Piaget, principais representantes do etnocentrismo, importante corrente filosófica que trata dos processos que envolvem a construção do conhecimento humano e afirma que o sujeito aprende através de uma interação com o meio social em que está inserido, desenvolvendo também sua inteligência.
Em seus estudos Vygotsky afirma que através do cotidiano vivendo experiências, descobrindo, interferindo, pensando e representando que o sujeito chega ao seu conhecimento. Ainda nesta perspectiva, Piaget que já foi um dos principais estudiosos da epistemologia genética do ocidente. Ele ver o conhecimento não como algo predeterminado nas estruturas internas do individuo, mas uma construção efetiva e continua e que o desenvolvimento psíquico se diferencia do biológico, que é programado geneticamente. Ele ocorre através da interação sujeito e objeto (meio a qual o ser humano interage) acontecendo assim o conhecimento.
Outras corrente filosóficas como o empirismo e o racionalismo também deixaram a sua contribuição quanto a ao estudo sobre a aprendizagem. Os empiristas, entendendo o homem enquanto aprendiz, como propiciador do seu desenvolvimento, visto que tudo que vier aprender será fruto das oportunidades que lhe forem oferecidas e do seu desempenho. Uma expressão muito utilizada pelos empiristas é a da “tabula Rasa” ou “tela Em branco” que significa que todos nós ao nascermos, não possuímos conhecimento algum, e o nosso conhecimento ocorrerá do conhecer, do agir, das experiências, tentativas e erros.
Essa visão, da aprendizagem entende o homem numa perspectiva de igualdade, pois ao nascermos somos intrinsecamente iguais.
A corrente Racionalista diferente do empirismo e do interacionismo, tem como base teórica a razão, o raciocínio, que é a operação mental discursiva e lógica, acredita que o método lógico e a análise acética, dispensando os processos práticos, levam as respostas necessárias. Essa visão conhecida como cartesiana considera que o individuo nasce com idéias inatas.
Face ao exposto, podemos inferir que o homem aprende por diferentes visões e a busca do conhecimento perpassa por sua existência. Várias são as concepções acerca do assunto em debate, dessa forma entendemos que tais concepções ora se complementam, ora se divergem dentro dos processos de ensino-aprendizagem.

IONE GONÇALVES

Essa é uma questão que vem sendo abordada por muitos teóricos ao longo dos anos. Até então existem três teorias que respondem a essa pergunta. A teoria empirista afirma que o conhecimento é acumulativo, transmitido ao sujeito de fora para dentro. A teoria racionalista diz que cada sujeito nasce com o conhecimento e que a aprendizagem ocorre de acordo com o processo de maturação do individuo . E a teoria construtivista defende a necessidade de uma mediação externa para que o conhecimento que é interno seja produzido.
Para os empiristas, o meio social ou físico é que determina o sujeito que é considerado ''tabula rasa ''; todo conhecimento será obtido através das experiências e dos ensinamentos que esse sujeito obterá ao longo de sua vida. As teorias que têm o empirismo como base tentem a ser autoritárias . Se levarmos essas teorias para o campo da educação teremos em sala ditadores no lugar de professores e indivíduos reprimidos e sem nenhum senso critico no lugar de alunos . Um modelo pedagógico autoritário não daria qualquer incentivo à criatividade dos discentes.
Se no empirismo o meio determina o sujeito no racionalismo ocorre o contrário, a obtenção de conhecimento é exclusiva do sujeito, sem participação do meio. Os aprioristas acreditam que os indivíduos já nascem com condições que vão possibilitar a aprendizagem seja de maneira inata ou através do processo de maturação, mas, de uma forma ou de outra, predeterminadas. Em se falando de escola essa é uma teoria contrária a anterior, aqui o aluno pode ser sufocado por cobranças de um conhecimento que ele não possui e exigências de dominação de conteúdos que ele não absorveu.
O construtivismo é de certa forma uma junção das duas teorias anteriores, o processo de aprendizagem é interno, mas para acontecer o sujeito precisa interagir com o meio social. Essa teoria mantém do empirismo: a relevância dos conteúdos metodológicos das varias ciências e a autoridade (não autoritarismo) que tem o professor; descarta a idéia de que o professor obtém o saber absoluto, a ignorância total do aluno e sua subserviência. Do racionalismo mantém: as experiências vivenciadas, o saber construído até o então momento e a capacidade para continuar construindo o conhecimento; descarta a idéia de o professor ser incapaz de influenciar seu aluno, a falta de utilidade dos conhecimentos do professor, o autoritarismo do aluno e sua auto – suficiência na aquisição de conhecimento.
Como o ser humano aprende? Essa pergunta não está definitivamente respondida. Das três correntes teórico – filosóficas aqui abordadas a ultima parece ser a mais condizente com a atualidade já que nos mostra que aquele que ensina pode aprender e o que aprende pode ensinar. Entretanto, essa é uma resposta que pode ser contrariada, bastando apenas que surja uma nova teoria que critique seus fundamentos.

BIBLIOGRAFIA

BECKER, Fernando. A epistemologia do professor: o cotidiano da escola/Fernando Becker. – Petrópolis, RJ: Vozes,1993.
DOURADO, Emanuela O.C. Ampliando o olhar – as dinâmicas e as teorias do conhecimento.Monografia apresentada a UNEB,2004.(não publicada)

quarta-feira, dezembro 20, 2006

Wilzileide Rodrigues de Queiroz



Como o ser Humano aprende?

As estruturas cognitivas básicas representam as possibilidades do sujeito, como ser cognoscente, num dado momento de suas relações com o mundo. Como tal comportam construções sucessivas que dão origem a estruturas novas e mais abrangentes não sendo nem pré – formadas, como querem os inatistas, nem fruto da incorporação pura e simples de informações do mundo exterior, conforme o empirismo.
O conhecimento não é uma simples adição de novos elementos, de novas aquisições, complementando um saber mais pobre ou anterior. É um processo ativo, que vai e volta, regulado pela antecipação ou capacidade proativa e pela retroação, ou seja, correção do “erros” iniciais os que se apresentam no curso da ação.Consiste numa interação significativa entre aquele que conhece e o objeto a ser conhecido, processo que transforma ambos.Desse ponto de vista o objeto não receptor passivo, pois, como esclarece Foerster, ele não é uma máquina banal, que, tendo capacidade de operar, apenas, com uma regra, tem seu percurso previsível.Longe de convalidar a expectativa da resposta única ou a resposta desejada, o ser humano nos faz ver que nem tudo que se quer ensinar é aprendido, pelo menos nas proporções desejadas,não porque seja mal ensinado (e pode até ser), mas porque a relação ensino-aprendizagem, sendo hipercomplexa, só acontece se houver o que Maturana e Varela chamaram de acoplamento estrutural entre sistemas. Portanto, é preciso haver congruência ou compatibilidade entre o sujeito da aprendizagem e o sujeito do ensino como sistemas autônomos, ambos interagindo com outros sistemas (escola, família, sociedade, etc.) com suas possibilidades de abertura, mas ao mesmo tempo, com suas necessidades de preservação e integridade, enfim d fechamento.Realizam a auto – organização a partir das trocas com o meio diferentemente qualificado.È nesessário lembrar que, Morin, trata de sistemas auto-eco-organizadores. Assim, a relação ensino-aprendizagem só é efetiva quando é fruto da compatibilidade de objetivos, emoções, conteúdos e projetos compartilhados entre seres (sujeito e objeto).
O conhecimento pode ser mais amplamente construído por meio da participação ativa dos sujeitos, da reflexão e da interação social. É preciso, portanto, conhecimento mútuo entre os participantes do processo educacional, diálogo, desenvolvimento da confiança e o estabelecimento de laços de compromissos compartilhados, condições básicas para que os sistemas considerados em sua complexidade construam estratégias de comunicação, para enfim, ter-se mais chance de acontecer o acoplamento estrutural nos termos de Maturana e Varela. A relação ensino-aprendizagem afigura-se, pois, como probabilística. Com isso, não só quanto ao conteúdo e a formação de atitudes, mas também quanto aos fundamentos do processo ensino-aprendizagem.

Vanderléia Vidal


A cada nova descoberta feita pelos cientistas uma nova concepção de mundo é formada, corrigindo deficiências, trazendo aperfeiçoamento ao conhecimento e tornando a verdade cada vez mais clara sempre em busca do desenvolvimento da ciência, propiciando a formação de novos paradigmas, que são conjuntos de crenças ou verdades relacionadas entre si. No entanto, um outro conceito é defendido por Thomas Kuhn de que a ciência não é uma transição suave do erro à verdade, e sim uma série de crises ou revoluções espressas como “mudança de paradigmas”.
Paradigmas podem subsistir por séculos, bem como serem substituídos assim que um novo conhecimento rondar. Como é evidente na história do pensamento ocidental, podendo ser dividida em três megaparadigmas: pré-moderno, moderno e pós-moderno. Nesta estrutura o pré-moderno abrange o período de tempo desde a história ocidental registrada até as revoluções científica e industrial dos séculos XVII e XVIII. Este paradigma trazia um ideal de um universo centrado na Terra, equilibrado, simétrico, que era reproduzido em todos os campos do mundo ocidental. Social e educacionalmente, a qualidade fechada desta visão significava que os indivíduos não deveriam transpor seus limites ou ascender acima de sua classe, de certa forma impedindo as possibilidades de desenvolvimento, transformação.
Entretanto, os paradigmas têm de sofrer mudanças quando modelos novos são convincentemente desafiados por novas evidências. Foi o que aconteceu, por exemplo, com o pensamento moderno que descobriu horizontes inacessíveis ao pensamento pré-moderno, todavia com alguns resquícios do antigo paradigma. O novo é sempre assustador, e a mudança de megaparadigma encheu de medo os corações de intelectuais e a elite de poder européia que temiam a perda da harmonia natural e da ordem propostas pelo paradigma pré-moderno. A insegurança era visível em toda a população, mas tanto Newton quanto Descartes contribuíram para a intensificação dessa luta, para reconstruir a confiança e mostrar que a ordem não se fora. O controle foi uma característica importante, originando-se de uma visão positiva e de um medo oculto, que foi esencial para o sucesso produtivo do paradigma.
Com uma visão fechada, o pensamento modernista pregava a existência de um conhecimento externo – existia “fora” e sem possibilidades de mudanças, inalterável – residindo nas grandes Leis da Natureza. Logo, o conhecimento podia ser descoberto, mas não criado. O método de Descartes legava a descoberta de um mundo preexistente, não uma forma de lidar com um mundo emergente. Numa perspectiva educacional, ajudava os alunos a descobrir o que já era conhecido, não a desenvolver seus poderes de lidar com o indeterminado.
Em contrapartida, surge o paradigma pós-modernista afirmando a existência de um mundo transformativo, possível de mudanças, em que as certezas já não existem, vivemos rodeados de incertezas. O sentimento de certeza e correção propostos pelos modernistas, absolutamente não existem.
Enquanto os paradigmas pré-moderno e moderno, tinham sistemas isolados de transmissão e transferência, os sistemas abertos buscam a transformação. O currículo educacional adotou alguns conceitos do conceito estável, em que o conhecimento é transferido, e a transmissão estrutura o processo de ensino-apredizagem, o currículo de sistema aberto, pode ser chamado de transformativo ou orientado para o processo.
O pós-modernismo propõe uma vida social, pessoal e intelectual bem diferente, a visão intelectual não baseia-se na certeza positivista, mas na dúvida que vem de qualquer decisão baseado na experiência humana e na história local. Logo, o currículo de sistema aberto seria mais adequado, pois é um processo vivo; é negociável; é criada, não descoberta. Não se tem modelos a serem seguidos, as mudanças ocorrem de acordo com as necessidades.Estamos diante do paradigma pós-modernista, mas um outro pode surgir a qualquer momento, negando as teorias acreditadas.

Cleilton Eduão

Como o ser humano aprende? Esse questionamento fez muita gerações exercitar os neurônios, e agora é a nossa vez, pois bem: A busca por essa resposta por si só já contribui para o aprendizado, porém, temos que buscar nas ferramentas desenvolvidas pela humanidade, que servem de base para entendermos a profundidade dessa questão, essas ferramentas são exatamente as correntes teóricas de onde partimos para compreender, a lógica do aprendizado.
As fontes de conhecimento, são pontos chave para entender como o ser humano aprende, o empirismo, afirma que não temos conhecimento, mas que o conhecimento vem de fora, e que se dá no sujeito em doses homeopáticas, de pouco a pouco, e que o processo de aprendizagem acontece em pequenos passos seguindo uma seqüência lógica, externa, pré-estabelecida, dessa forma percebemos que segundo essa corrente teórica o aprendizado se dá por transmissão.

O racionalismo afirma o contrário do empirismo, enquanto que para esse, o conhecimento vem de fora, aquele afirma que o conhecimento é inerente ao sujeito, que só precisa usar os cinco sentidos para aprimorar esse conhecimento, e que sua própria vivência vai filtrando e ajustando esse conhecimento, a lógica da razão vem antes da experiência, dessa ótica estuda os processos de aprendizagem através de estímulos principalmente sensoriais, e remete o conceito de aprendizado à intuição.
O interacionismo, como o nome surgere, diz respeito à necessidade da interação entre o processo de aprendizagem, que segundo esse corrente é abstrato e pessoal, e os processos que acontecem exteriormente a esse sujeito, na sociedade em que faz parte. Então se pudéssemos comparar o processo de aprendizado a um objeto, poderia ser uma balança, de um lado o emprisimo, do outro o racionalismo e como pêndulo o interacionismo.
O conexionismo, termo novo nesse contexto, já nos dá o norte para imaginar que o conhecimento não se dá somente através da relação do sujeito, com sua história, seus sentidos e a sociedade. Aprofunda esse temática, e nos faz perceber que o processo acontece a partir da relação com outras relações que são infinitas, que não tem começo nem fim determinados, mas que o aprendizado é um processo contínuo.

Existem inúmeros outros aspectos importantes dentro deste tema, mas gostaríamos de chamar atenção para um em especial, na universidade, atualmente, passamos aproximadamente 500 horas por semestre estudando, remexendo em baús intelectuais, revirando textos antigos, novos, e reescrevendo, resignificando temas, idéias e críticas, história, literatura, química, biologia mas não usamos muito tempo para aprender como aprendemos, como o nosso cérebro funciona, esse tipo de reflexão, coloca em cheque, muitas coisas, inclusive os formatos utilizados na atualidade nas escolas, na universidade ou em qualquer outro lugar.




Referências

DRYDEN, Gordon e Vos, Jeannette, Revolucionando o aprendizado, São Paulo: Makron Books


CONSTRUIR NOTÍCIAS; Nº 29, julho/agosto 2006
GADOTTI, Moacir, História das Idéias Pedagógicas. São Paulo: Ática, 1997
DOURADO, Emanuela O. C. Ampliando o olhar – as dinâmicas e as teorias do conhecimento, UNEB, 2004

PINTO, João Bosco, Rosa Maria Torres, Orlando Fals Borda A questão do conhecimento e do poder, RS: UnijuíCOUTINHO, Maria Teresa Cunha; MOREIRA, Mercia. Psicologia da Educação; um estudo dos processos psicológicos de desenvolvimento e aprendizagem humanos, voltados para a educação. Edição revista e ampliada. Belo Horizonte: Lê, 1992.

eduao 03/12/2006