quarta-feira, dezembro 20, 2006

Reginaldo Cardozo da Silva

Como o ser humano aprende a partir do empirismo, racionalismo, interacionalismo e conexionismo
O ser humano aprende de diversas maneiras, segundo cada corrente, ou melhor, segundo cada teoria psicológica. É importante observar que cada uma destas teorias contribui de forma diferente para o desenvolvimento da aprendizagem do ser humano.

A base empirista que trata das bases comportamentistas, ligada ao behaviorismo, tendo como alguns integrantes, pessoas como: Watson, Plavov, Skinner, entre outros, funda-se na concepção de que todo o conhecimento provém da experiência. Eles defendem que o ambiente é o fator determinante dos processos de desenvolvimento e da aprendizagem. Segundo esta base teórica, o ser humano é fruto de uma modelagem resultante de associações entre estímulos e resposta ocorridas ai longo de sua existência ou seja; em determinadas situações o ser humano é estimulado a tomar atitudes e portanto, nesse ato de estimulação haverá uma reação que é a resposta do mesmo ao estimulo, o que implementa comportamentos, geram atitudes, conceitos, preconceitos e também valores.
Nesta visão empirista, o conhecimento advém da experiência que ocorre pelos órgãos dos sentidos. Para a visão empirista, a sensação é a unidade básica constitutiva da mente, ou seja, as idéias são consideradas como mera associação de sensações. Com base o que defende essa teoria empirista, foi que Ivan Petrovic Plavov desenvolveu a Teoria do condicionamento Clássico. Que é o fundamento de uma série de comportamentos emocionais involuntários que se instalam mediante associações entre estímulos e respostas. Por exemplo, uma música pode fazer lembrar uma pessoa. Simplesmente pelo fato de naquele momento ela possuir algo que faça lembrar esta pessoa embora não tenha uma ligação tão precisa ou seja, por si só a música não faria lembrar ninguém.Também B. Skinner desenvolveu a Teoria do Condicionamento operante, que se aplica a uma classe de respostas em relação funcional com o meio ambiente, ou seja, uma relação voluntária em contraste com uma relação involuntária típica do condicionamento respondente.
É óbvio que as teorias comportamentistas geram pressupostos para a educação em consideração ao ambiente como fator determinante na aprendizagem e no desenvolvimento humano (determinismo ambiental).com relação ao comportamento humano será possível medir e avaliar fenômenos comportamentais; notar a relação entre estímulo-resposta, resultando na aprendizagem, por exemplo, elogios, notas, prêmios, entre outros, podem ser estímulos para incentivar a aprendizagem do aluno.
O uso de tecnologias, é um outro fator que pode ser usado como um estímulo para a aprendizagem do aluno e do seu desenvolvimento, pois pode assegurar a motivação e controle desse aluno. Para Skinner, por exemplo, a idéia da máquina de ensinar, tem princípios do condicionamento operante como eixo diretor da construção dos programas. Com o uso dessas máquinas, o professor deveria estabelecer metas de aprendizado, o que seria uma condicionante de motivação, exigindo uma resposta do aluno. Diante destes estudos e observações, as teorias comportamentistas trouxeram as seguintes contribuições para a compreensão dos processos de desenvolvimento e aprendizagem entre outras: A importância atribuída ao meio, na formação do comportamento; A ênfase dada aos processos de aprendizagem; As relações especificas que o ser humano estabelece com o meio, via estímulo-resposta.
E desta forma, vai se construindo a maneira como o ser humano aprende de acordo com as teorias comportamentista (empirista), levando-se em consideração a importância dos estímulos ambientais para o processo de ensino aprendizagem... (COUTINHO e MOREIRA, 2001pp. 57 a 72).
A teoria racionalista traz uma visão diferente com relação ao desenvolvimento aprendizagem do indivíduo. Ela não vê a fonte do conhecimento fora do sujeito, vê porém, como algo que está interno ao sujeito. Nesse sentido o conhecimento dado a priore é inato. A realidade é afirmada a pelo pensamento do sujeito o qual é capaz de formular a partir de informações recebidas pelos órgãos dos sentidos, O conhecimento nesse caso resulta da razão do pensamento, e o grau de maturidade do indivíduo é que regula a aprendizagem. Assim poderá haver possibilidade do ser humano errar, pelo fato de não haver ainda uma maturidade que só mais tarde vai se encarregando de firmação do conhecimento.
As Teorias racionalistas (gestalt), geram pressupostos importantes para a educação e segundo ela a maturação é o fator fundamental no processo de desenvolvimento, e que uma vez desenvolvida essa maturação, o indivíduo se torna capaz de exercer sua influência organizacional sobre o meio em que vive. Segundo esta teoria, o indivíduo nasce com comportamentos pré-fixados, algo que já está presente em termos de desenvolvimento: a maturação então se encarrega do desabrochar deste desenvolvimento.
O importante desta teoria com relação ao aluno é que ela defende que a função da educação escolar é fornecer ao mesmo nutrientes para o seu desenvolvimento, devendo-se levar em consideração que existe um momento ideal para cada aprendizagem, e este é determinado pela maturação. Deve-se portanto levar em consideração os princípios inerentes à percepção humana. A percepção da boa forma segundo a GESTALT.
No Interacionismo, o construtor também é interno, porém, faz-se necessário a mediação com outros sujeitos e objetos ((DOURADO, 2004, p. 5),. De acordo a essa corrente o aluno é considerado capaz de produzir conhecimento e cultura sendo o professor apenas m organizador o mediador da situação que venha facilitar essa aprendizagem. Nessa teoria, o sujeito não é passivo (recebe de fora o conhecimento,), nem é o centro de onde parte a base do conhecimento. De acordo a ela, o conhecimento resulta de uma construção contínua com base em descobertas.
Segundo Piaget, não existe um conhecimento pré-formado, nem o conhecimento é fruto exclusivo da acumulação de experiências; e sim, o resultado de interação entre sujeito e objeto.
Para Vygotsky, pelo que se pode entender, há uma interação do sujeito com o meio, com certa base no processo histórico, tomando como base a visão marxista de produção, usando o exemplo da mediação entre sujeito e ambiente no trabalho (necessidade trabalho, transformação), se o ser humano transforma o meio ele naturalmente se transforma. Ele coloca também a linguagem e pensamento como funções psíquicas constituidoras do indivíduo. Para ele o professor exerce em determinados momentos um papel importantíssimo e fundamental na formação do aluno, mediando para que haja progresso naquele desenvolvimento que ainda não se completou teoria de vygotsky favorece a educação levando em consideração as relações que existe entre aprendizagem escolar e o conhecimento cognitivo, dando ênfase ao aproveitamento do conhecimento que o aluno já tem, a formação de conceitos, entre outros.
Em Vallon, também, percebe-se que há a defesa de que deve haver essa relação sujeito- ambiente, sendo fundamental que se observe a existência de crises e conflitos no processo de desenvolvimento infantil, devendo entender essa dinâmica como determinante do crescimento psíquico. Uma vez desvendando os desencadeadores desses conflitos, encontra-se a base para balisá-los e administra-los. Em resumo, Vallon deixa a seguinte lição para os educadores: “não é na solidão do sujeito que os processos de desenvolvimento e de aprendizagem ocorrerão, mas, no encontro dialético com o outro enquanto socius inseparável do eu.”(in COUTINHO E MOREIRA, 2001P.162).
No conexionismo, o objetivo de basear o funcionamento do cérebro, com relação à sua estrutura e isso se volta exatamente para o exercício que o mesmo desenvolve. O que está ligado exatamente, às atividades neuronais, buscando entendera a sua estrutura real ou seja, do cérebro. Portanto, as redes neuronais se tornam como uma representação das funções matemáticas se tornando uma característica que torna a metodologia de redes neuronais interessantes do ponto de vista de resoluções de problemas, como por exemplo a capacidade de aprender através do exemplo e de generalizar este aprendizado de maneira a reconhecer instâncias similares que nunca haviam sido apresentadas.
Portanto, no paradigma conexionista, o indivíduo através de sua experiência em leitura, irá reforçar determinadas sinapses neuronais, com alguns pontos de diferenciação entre alguns estudiosos: por exemplo para Smith (199), o aprendizado da leitura ocorre quando o indivíduo tem a sua disposição um material significativo. Para Chiele,(2000), o aprendizado da lecto-escritura ativa o desenvolvimento dos processos intelectuais complexos, fazendo com que haja mudanças no pensamento.

Referências:

COUTINHO, Maria Tereza da Cunha, Psicologia da Educação: um estudo dos processos de desenvolvimento e aprendizagens humanos, voltado para educação: ênfase na abordagem costrutrivista –Belo Horizonte, editora Lê, 1992;
DOURADO, Emanuela O.C Ampliando o Olhar – as dinâmicas e as teorias do conhecomento: In- As Dinâmicas de grupo e a formação dos professores. Monografia apresentada à UNEB,2004. (não publicada), pp 35-44.
http//www.dasufsc.br/giasoftcomp/nade6.html.

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