quarta-feira, dezembro 20, 2006

Miris Magali da Silva Bastos

Por muitos séculos persistiu a crença de que o cérebro abrigava um pequeno ser. Esse ser era chamado de homúnculo e era responsável pelo controle e ações fé todo o corpo. O conhecimento adquirido ao longo dos séculos vem contribuindo para descaterização desse ser, mas ainda há muito a ser estudado e explicado. Contudo, muitas crenças “dogmáticas” ao longo dos séculos deixaram de existir com o avanço científico.
A partir do pensamento comportamentalista pode-se dizer que a conduta dos indivíduos é observável e mensurável e que o conhecimento provém das observações do meio que o cerca ou que quando o comportamento ou atitude é seguida da apresentação de um reforço positivo, o comportamento repete-se. No entanto, a concepção piagetiana consiste na combinação teórica do apriorismo e o empirismo, ou seja, que o conhecimento é gerado através de uma interação do sujeito com seu meio, a partir de estruturas existentes no sujeito. A aprendizagem só ocorre mediante a consolidação das estruturas de pensamento.
O ser humano aprende, quando ocorre em sua estrutura um desequilíbrio para que a partir daí proporcione motivação na busca do equilíbrio. O ser humano está sempre desequilibrando e buscando o equilíbrio, que é uma condição necessária pela qual o organismo luta, constantemente. O processo de desenvolvimento cognitivo está centrado na possibilidade de o sujeito ser, constantemente, colocado em situações problema que provoquem a construção de conhecimentos e conceitos. Pode-se afirmar que o sujeito necessita usar os conhecimentos já consolidados, desestabilizados por novas informações que serão processadas e relacionadas a outros conhecimentos para serem consolidados como um novo conhecimento.
Portanto é desta maneira que se processam o crescimento e o desenvolvimento do individuo, a partir de organizações cada vez melhores, à medida que o desenvolvimento intelectual avança e as estratégias de aprendizagem são progressivamente automatizadas e inseridas no cognitivo do individuo.


Referências Bibliográficas:
v CASTORINA, JOSÉ ANTÔNIO. "O debate Piaget-Vygotsky: a busca de um critério para sua avaliação". In: Piaget-Vygotsky: novas contribuições para o debate. São Paulo: Ática, 1988. pp.7-50

v DAVIS, CLÁUDIA. "O construtivismo de Piaget e o sócio-interacionismo de Vygotsky". In: Anais: I Seminário Internacional de Alfabetização & Educação Científica. Ijuí: UNIJUÍ, 1993.

0 Comments:

Postar um comentário

Links to this post:

Criar um link

<< Home