quinta-feira, dezembro 21, 2006

IONE GONÇALVES

Essa é uma questão que vem sendo abordada por muitos teóricos ao longo dos anos. Até então existem três teorias que respondem a essa pergunta. A teoria empirista afirma que o conhecimento é acumulativo, transmitido ao sujeito de fora para dentro. A teoria racionalista diz que cada sujeito nasce com o conhecimento e que a aprendizagem ocorre de acordo com o processo de maturação do individuo . E a teoria construtivista defende a necessidade de uma mediação externa para que o conhecimento que é interno seja produzido.
Para os empiristas, o meio social ou físico é que determina o sujeito que é considerado ''tabula rasa ''; todo conhecimento será obtido através das experiências e dos ensinamentos que esse sujeito obterá ao longo de sua vida. As teorias que têm o empirismo como base tentem a ser autoritárias . Se levarmos essas teorias para o campo da educação teremos em sala ditadores no lugar de professores e indivíduos reprimidos e sem nenhum senso critico no lugar de alunos . Um modelo pedagógico autoritário não daria qualquer incentivo à criatividade dos discentes.
Se no empirismo o meio determina o sujeito no racionalismo ocorre o contrário, a obtenção de conhecimento é exclusiva do sujeito, sem participação do meio. Os aprioristas acreditam que os indivíduos já nascem com condições que vão possibilitar a aprendizagem seja de maneira inata ou através do processo de maturação, mas, de uma forma ou de outra, predeterminadas. Em se falando de escola essa é uma teoria contrária a anterior, aqui o aluno pode ser sufocado por cobranças de um conhecimento que ele não possui e exigências de dominação de conteúdos que ele não absorveu.
O construtivismo é de certa forma uma junção das duas teorias anteriores, o processo de aprendizagem é interno, mas para acontecer o sujeito precisa interagir com o meio social. Essa teoria mantém do empirismo: a relevância dos conteúdos metodológicos das varias ciências e a autoridade (não autoritarismo) que tem o professor; descarta a idéia de que o professor obtém o saber absoluto, a ignorância total do aluno e sua subserviência. Do racionalismo mantém: as experiências vivenciadas, o saber construído até o então momento e a capacidade para continuar construindo o conhecimento; descarta a idéia de o professor ser incapaz de influenciar seu aluno, a falta de utilidade dos conhecimentos do professor, o autoritarismo do aluno e sua auto – suficiência na aquisição de conhecimento.
Como o ser humano aprende? Essa pergunta não está definitivamente respondida. Das três correntes teórico – filosóficas aqui abordadas a ultima parece ser a mais condizente com a atualidade já que nos mostra que aquele que ensina pode aprender e o que aprende pode ensinar. Entretanto, essa é uma resposta que pode ser contrariada, bastando apenas que surja uma nova teoria que critique seus fundamentos.

BIBLIOGRAFIA

BECKER, Fernando. A epistemologia do professor: o cotidiano da escola/Fernando Becker. – Petrópolis, RJ: Vozes,1993.
DOURADO, Emanuela O.C. Ampliando o olhar – as dinâmicas e as teorias do conhecimento.Monografia apresentada a UNEB,2004.(não publicada)

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