quinta-feira, dezembro 21, 2006

Diego figueiredo

Como o ser humano aprende?


Desde a antiguidade, os filósofos se preocuparam com questões relacionadas com o conhecimento, mas só na Idade Moderna (Século XVII), os filósofos da época, tendo como pioneiro René Descartes, começaram a compreender a realidade do mundo como um problema e a investigar, dentre outros problemas, qual a origem do conhecimento.
A partir da Idade Moderna, quando houve a compreensão dos pressupostos da realidade, e começou a aparecer indagações sobre o conhecimento, surgiram tendências para explicar donde vem o conhecimento. O Racionalismo foi a primeira tendência a explicar como o ser humano aprende.
Tendo como o seu maior expoente, René Descartes, o racionalismo iniciou suas reflexões sobre o conhecimento, buscando resposta para uma pergunta: De onde vêm nossas idéias? Após várias reflexões, Descartes chegou à conclusão de que o ser humano duvida da realidade, e se o ser duvida, pensa: “penso, logo existo” (cogito, ergo sum). Daí em diante, após várias intuições, Descartes descobre idéias que não sofrem influências da realidade, idéias inatas, destacando o sujeito como o indivíduo responsável pelo conhecimento.
Em oposição às idéias, idéias inatas, dos racionalistas, surge outra tendência, o Empirismo, que criticou o pensamento de que as idéias nasce com o sujeito. O Empirismo defendia que o ser humano nasce sem nenhum pensamento formado, mas sim o adquiri com a experiência, dizia-se que a alma é como uma tabula rasa.
Dentre os filósofos empiristas, destacaram-se John Locke e David Hume. Locke afirmava que o conhecimento é adquirido a partir da sensação e reflexão. A sensação é o resultado das experiências captadas pelos sentidos e a reflexão é a analise dos conhecimentos adquiridos pela sensação, destacando então, o empirismo, o papel do objeto para se chegar ao conhecimento.
Outra tendência é o Interacionismo de Lev Semenovich Vygotsky, que se difere das outras tendências que buscava explicar como o ser humano aprende. Para Vygotsky as idéias estão apoiadas em características biológicas da espécie humana, e nas suas relações histórico-sociais.
Vygotsky afirma que todo o conhecimento humano é histórico-cultural, e passa por influências ao longo dos tempos. O ser humano é um ser social e a cultura socialmente adquirida é que determina o conhecimento.
A tendência mais recente, na pós-modernidade, é o conexionismo, que vem quebrar os paradigmas da modernidade, dando novas visões sobre o conhecimento. Na pós-modernidade, o conhecimento é tratado de forma não-linear, não buscam estabelecer conceitos estáticos para como ser humano aprende, pois defendem a idéia de que o ser humano sofre inúmeras mudanças e assim não podemos definir paradigmas conclusivos. Os conexionistas mostram que o conhecimento, como todos os preceitos da educação, estão interligados, conhecimento em rede, e a uma interferência mutua entre os envolvidos nesta conexão.
Como o ser humano aprende, foi respondido em várias épocas, sofrendo evolução com o passar do tempo, desde a modernidade até a pós-modernidade, com idéias fascinantes de vários pensadores.

Referências:
ARANHA, M. L. A. História da Educação e da Pedagogia: geral e Brasil. 3. ed. São Paulo: Moderna, 2006.

ARANHA, M. L. A. Filosofia da Educação. 3. ed. São Paulo: Moderna, 2006.

CAPRA, F. A Teia da Vida. 9. ed. São Paulo: Pensamento - cultrix, 2004.

0 Comments:

Postar um comentário

Links to this post:

Criar um link

<< Home