quarta-feira, dezembro 20, 2006

DAN

“O aluno é considerado como um sujeito ativo, produtor de conhecimento e produtor de cultura” ( Emanuela Dourado 2004.Monografia (não publicada) p.40).
Analisar a questão do conhecimento à luz das correntes teórico-filosóficas, é tarefa árdua, levando-se em conta toda a prática e todo o discurso e discussões promovidos por elas. Tudo que o homem foi, é e será, é fruto do conhecimento intrínseco e inato, algo que o acompanhará sempre, seja em que época for, pois o homem pré-histórico, antigo e medieval em muito contribuiu para a formação do conhecimento e do próprio homem moderno, pois todos são unânimes em afirmar que o homem ou a história do homem seria outra, bem diferente ou, talvez até nem haveria história do homem, não fosse a descoberta ou domínio do fogo, invenção da roda, o próprio gesto de descer das árvores, andar ereto, fez muitíssima diferença na evolução da espécie. O homem aprendendo, por imitação,por observação, por associação.
As diversas correntes pedagógicas, filosóficas, bem como as diversas ciências vieram contribuir e muito no processo de aprendizagem do ser humano, pois a compreensão dos fenômenos psíquicos e mentais têm tanta importância no processo, quanto a relação biológica ou ecológica do homem com o meio, o habitat. Tem-se visto o homem interagindo no seu contexto regional, buscando o equilíbrio e interação global. O conhecimento e os fenômenos a ele relacionados não são estacionários, mas processos dinâmicos. Ora o sujeito é alvo de assuntos relacionados a determinadas áreas, ora é ele próprio o facilitador para esses assuntos em relação a seus semelhantes.
Quando o homem decide classificar a história em ciclos ou metaparadigmas: pré-moderno, moderno e pós-moderno não está de maneira nenhuma abandonando o conhecimento acumulado nesses períodos anteriores, pois a história do homem e do que ele descobriu, inventou,viveu, está intimamente ligado ao seu modo de vida como ser humano, como um agente que pensa, evolui, armazena e transmite às demais gerações, agindo assim diferentemente dos demais animais, que vivem e reproduzem-se por instinto, sem planejamento, sem nenhuma vislumbração de épocas futuras, seja elas relacionadas ao ambiente, ao alimento, aos cuidados e ao futuro da prole; o ser humano, desde os primórdios tem vislumbrado o futuro como algo não só desconhecido, mas pronto pra ser desbravado, enfrentado, pois o desconhecido é também excitante, a necessidade de aventura, de desbravamento e pioneirismo levou tribos e tribos de homens primitivos a atravessarem continentes, também em busca de melhores condições de sobrevivência, e nos dias atuais estudos arqueológicos confirmam não só vestígios e pegadas de animais pré-históricos bem distante de seu habitat original, como também hominídeos transcontinentais ou seja, atravessaram regiões inóspitas e longínquas em busca não só do desconhecido mas de algo diferente para si. Que diferença há entre esses acontecimentos e os das grandes navegações, dos descobrimentos? Afora a logística da empreitada, o espírito propulsor (se é que pode-se chamar assim) é o mesmo, vontade de conhecer, curiosidade, algo novo está para acontecer.
Essa concepção teórica supera a posiçãoempirista, em que considera o sujeito um ser
passivo, que recebia de fora os elementos necessários para a formação do conteúdo
mental. E também a teoria inatista, em que o sujeito é o pólo principal na elaboração
de conhecimento. Nela o conhecimento é, pois o resultado de uma construção
contínua, entremeada pela invenção e pela descoberta. (EMANUELA idem)
Tem-se a mesma impressão que quando Galileu mirou pela primeira vez um telescópio para o céu, esse mesmo espírito estava presente. Uma característica marcante em todos que tiveram suas contribuições consideráveis para impulsionar o desenvolvimento humano, da humanidade em si, seja nas artes (Da Vinci que o diga), política é até mesmo na evolução da arte da guerra (talvez, até principalmente), o homem tem-se superado não só a cada milênio ou século, mas a cada dia.
Então, o homem, nesse início de uma nova era, pós modernismo claro,sistemas emergentes não só nas comunidades quase invisíveis de formigas e cupins, mas pricipalmente de redes virtuais, onde a cibernética é realidade em todos os pontos do planeta e da vida, nada mais real e justo do que as correntes teórico-pedagógicas, eleger o ser como um agente não só de aprendizagem construtivista, mas de ensino construtivista onde “há o reconhecimento e a valorização de dois processos distintos e complementares: o ensino e a aprendizagem, onde não só o aluno mas o ser humano é considerado como um sujeito ativo produtor de conhecimento e produtor de cultura”.(EMANUELA, 2004,ibidem)

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