quarta-feira, dezembro 20, 2006

AMANDA

O homem durante seu longo processo de socialização, sempre se perguntou: como o ser humano aprende? Para essa pergunta nos foram dadas muitas respostas, por muitos estudiosos e com base em teorias que abordam diferentes argumentos para o desenvolvimento da aprendizagem.
O Empirismo, afirma que o ser humano é como uma “tabula-rasa”, ou seja, todo o conhecimento é adquirido de fora para dentro, sendo assim, somente o meio é o agente produtor e transmissor de tudo o que o homem sabia. Já o Racionalismo,surge contradizendo o Empirismo, afirmando que o ser humano possui conhecimento inato, ou seja, a realidade existe porque o sujeito a formulou a partir de dados captados pelos órgãos dos sentidos, sendo assim, o conhecimento é resultado do pensamento e a maturidade é o que regula a aprendizagem.Logo depois surgiu o Construtivismo, afirmando que o ser humano é ativo: possui conhecimento inato, mas, para que o sujeito produza, a interação social é fundamental,logo, errar faz parte da aprendizagem e o ser deve buscar soluções para desenvolver o conhecimento.
Após tanta contradição, surge uma tendência bastante forte ainda nos dias de hoje denominada interacionismo. “Essa tendência representa a primeira tentativa para se compreender a relação ensino-aprendizagem como bidirecional, na qual ambiente e organismo exerce ação recíproca”. Destacam-se com base nessa teoria: Piaget, Wallon e Vigostsky.
Dentre eles se destaca o interacionismo sócio-histórico de Vigostsky. Para ele “as funções mentais superiores são apresentadas quando produzidos no desenvolvimento sócio-histórico da espécie humana e restabelecidas no individuo a partir de transformações no espaço interpessoal para intrapessoal”, tendo a linguagem como centro do processo educativo a partir de uma perspectiva dialógica de interação entre o sujeito e o conhecimento; sendo assim o sócio-interacionismo é responsável pela estruturação das atividades mentais que levam à formação básica do conhecimento a partir de práticas sociais presentes nas etapas de desenvolvimento histórico da sociedade.
REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS

- VIGOSTSKY E PIAGET COMO INTERACIONISTAS ( DAVIS & OLIVEIRA) 1990.

- DAMASIO, A. R. O ERRO DE DESCARTES: EMOÇÃO, RAZÃO E CÉREBRO HUMANO: SÃO PAULO- 1996.

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